Bortolotti é desclassificado em Oschersleben e Grasser corre para recorrer de ‘rolamento’ furado
Vitória na pista vira dor de cabeça nos boxes: roda do Lamborghini #63 reprovada na vistoria e resultado vira novela com recurso.
O domingo em Oschersleben terminou com gosto de vitória tirada à força para Mirko Bortolotti. O piloto de fábrica da Lamborghini teve a vitória na segunda corrida do DTM cancelada após a vistoria técnica apontar irregularidade no rolamento da roda de seu Lamborghini Temerario GT3, o carro #63. O componente, segundo os comissários, não estava em conformidade com a homologação da categoria. Mas a novela está longe do fim: a Grasser Racing já anunciou recurso, e o resultado segue provisório – ou seja, o troféu está na geladeira, mas o champagne ainda não foi servido.
A inspeção pós-corrida foi daquelas que fazem engenheiro perder o sono. A equipe técnica do DTM submeteu várias partes do carro a uma análise aprofundada e não gostou do que viu no rolamento. O item, apesar de pequeno, é crucial para manter o carro colado no asfalto e, aparentemente, alguém resolveu inovar onde não devia. A decisão foi a tradicional: desclassificação do vencedor, que agora assiste a corrida de outro ângulo – a do banco de trás do grid.
Enquanto a Grasser Racing prepara a apelação, a imprensa internacional já trata o caso como um dos grandes imbróglios técnicos da temporada. A ironia é que a irregularidade não veio do motor nem da aerodinâmica, mas de uma peça tão discreta que a maioria dos fãs nem sabe que existe. Só falta o rolamento se pronunciar, se é que me entendem.
Se o recurso for aceito, Bortolotti pode reassumir a posição, mas até lá o resultado oficial é o que manda: vitória anotada a lápis, apagada com borracha, e todo mundo de olho na caneta da direção de prova. O DTM, que já tem fama de não perdoar deslizes, mostra mais uma vez que em corrida de turismo, até o rolamento tem que andar na linha. A próxima etapa promete – e a Grasser, certamente, vai levar rolamentos extras, por precaução.