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F1

Bortoleto tira o choro da roda: ‘piloto de verdade se adapta a qualquer máquina’

Brasileiro rebate a tese de que os carros de 2026 não combinam com estilos de pilotagem e manda a real: adaptação é parte do jogo.

Por Bruno Bandeira

Enquanto parte do paddock já coça a cabeça com a nova geração de carros da F1 para 2026, Gabriel Bortoleto prefere cortar o drama pela raiz. O brasileiro veio a público rebater a ideia de que os novos bólidos, com uma divisão de potência de 53% elétrico contra 47% de combustão, simplesmente não combinam com determinados estilos de pilotagem. Para ele, adaptação é o nome do jogo.

Com o gerenciamento de bateria virando quase uma prova de sobrevivência — e a tal da ‘superclipping’ entrando para o vocabulário dos engenheiros —, Bortoleto argumenta que um piloto de F1 deveria ser capaz de extrair o melhor de qualquer máquina. Afinal, se você não consegue se adaptar a um carro que muda, talvez o problema não seja o carro… né? A pista é democrática: ela não se adapta a você.

O comentário chega em um momento em que a FIA e as equipes ainda tentam entender todas as novidades técnicas. Mas o brasileiro, que não tem papas na língua, já deixou claro: chorar sobre a falta de sintonia com o carro é desculpa de quem não está disposto a estudar o manual. O bicho é elétrico, mas a essência continua a mesma: pisar fundo e tirar o melhor do que tem em mãos.

Resta saber se os críticos vão comprar a provocação. Se depender de Bortoleto, a nova era será um teste de adaptação — e de paciência para aqueles que preferiam o bom e velho V8. Como ele mesmo sugere, a evolução não pede licença; ela chega, e cabe a você embarcar ou ficar vendo o carrinho passar.

Gabriel BortoletoF1 2026AdaptaçãoNovos motores

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