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F1

Boletim do Haas: de herói na China a sumiço no meio da temporada

Equipe americana começou 2026 com promessas, mas caiu para trás e agora tenta entender por que os upgrades não funcionam.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

Se você pedisse para a Haas resumir a própria temporada em uma palavra, a resposta provavelmente seria ‘inconsistente’ – e olha que os próprios pilotos já admitiram isso com uma sinceridade que quase comove. O sonho de brigar no topo do meio do pelotão virou pesadelo: depois de um começo esperançoso, o time americano não pontua desde a sexta etapa. O boletim do meio do ano, portanto, tem mais vermelho do que a Ferrari em dia de corrida.

O melhor momento é fácil de lembrar. Ollie Bearman, que já era tratado como ‘o futuro da Ferrari’, pegou o carro pelo pescoço na China e cravou um quinto lugar. O britânico ainda tinha anotado um sétimo na Austrália, e por alguns dias a Haas sonhou que poderia ser a ‘melhor do resto’. Mas o sonho acabou rápido – como upgrade que não funciona, por sinal.

O pior momento? A lista é generosa. Bearman levou um susto de 50G no Japão, os dois pilotos se enroscaram em Mônaco e em Spa, e as largadas andam tão ruins que dá até para confundir com cena de videogame. Sem falar na falta de downforce traseiro e em uns upgrades que parecem ter efeito colateral: quando um dia funcionam, no outro viram enfeite.

Nos confrontos internos, Bearman domina: 8 a 3 na classificação e 7 a 4 na corrida. Mas o próprio britânico fez questão de defender Ocon, lembrando que ‘nem sempre é uma briga justa’ – porque a Haas, às vezes, testa as peças novas em um carro só, e aí o outro fica com um papel de coadjuvante. No geral, a equipe segue em sétimo, mas com os olhos mais no retrovisor do que no futuro. O intervalo pode ser a chance de finalmente alinhar os planetas e descobrir onde o botão do desempenho foi parar.

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