Bell: perto da glória, longe do sossego
Jejum incomoda, mas constância em chegar perto serve como bálsamo para Christopher Bell.
Christopher Bell está vivendo a clássica sina do ‘quase’: ama corrida, odeia esperar pela vitória, e passou a tratar o retrovisor como um espelho da frustração. O piloto admite que o jejum tem sido difícil de engolir, mas encontrou um consolo inusitado: a persistência em terminar colado no topo.
Se vencer é uma questão de fé, Bell parece um fiel frequentador de igreja — sempre na primeira fileira do banco, nunca no altar. Ele afirma que o que o mantém são as atuações consistentes que o deixam a alguns milímetros da bandeirada triunfal. ‘Uma hora a Porta do Céu se abre’, diria ele, se tivesse dito. Mas, pelos relatos, a filosofia é essa.
Enquanto isso, a torcida morde as unhas e o piloto tenta não morder o volante. O time segue trabalhando, confiante de que a distância para a vitória é menor do que a paciência do calendário. Se a régua é o desempenho, Bell está no ponto. Se for o resultado, o ponteiro continua teimoso.
Por ora, resta aquele ditado que todo piloto conhece: em corrida, quase é apenas um nome bonito para derrota. Mas, para Bell, é a prova de que o milagre está a uma curva de distância.