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F1

Bearman se inspira em rivais de base e confia no futuro: ‘confiança enorme’

Piloto da Haas vê Antonelli e Hadjar brilhando na F1 e acredita que seu dia vai chegar; time, porém, perdeu o rumo no meio da temporada.

Por Bruno Bandeira

Oliver Bearman, piloto da Haas, está com o peito cheio de esperança — e não é só por causa do motor. O britânico revelou que ver seus antigos rivais das categorias de base, Kimi Antonelli e Isack Hadjar, voando na frente do grid de F1 lhe dá uma ‘enorme quantidade de confiança’ para o próprio futuro. É aquela sensação de ‘se eles conseguem, eu também consigo’, só que com cinto de segurança e telemetria.

Acontece que a Haas começou o ano parecendo um foguete, brigando por top-5, mas desde então resolveu imitar um buffet de rodízio: começou bem, mas no meio do caminho perdeu o ritmo. O time americano caiu na corrida de desenvolvimento do meio da temporada, e Bearman se vê na nada confortável 13ª posição no campeonato — posição que, convenhamos, não vem com direito a vinho nem a fogos de artifício.

Mas o jovem piloto não parece abalado. Enquanto alguns reclamariam do carro, da equipe ou do clima, Bearman prefere olhar para a frente e ver Antonelli e Hadjar lá na frente. ‘Se eles estão indo bem, por que eu não iria?’, deve pensar ele, enquanto ajusta o espelho para não ver o pelotão do meio passar. A confiança, ao que parece, é o combustível extra que a Haas não conseguiu desenvolver nesta temporada.

Enquanto isso, a torcida da Haas faz as contas: se o time não achar o caminho do desenvolvimento, a confiança de Bearman pode ser o único item que não vai precisar de atualização até o fim do ano. Que venha o próximo GP — e que o carro resolva acompanhar as ambições do seu piloto. Se não, o ‘huge amount of confidence’ pode virar um ‘huge amount of wishful thinking’.

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