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F1

Aston Martin: sonho com Newey e Honda esbarra na realidade da nova F1

Com fábrica nova, gênio da aerodinâmica e parceria de fábrica, time descobriu que até foguete precisa de combustível certo.

Por Bruno Bandeira

Se existe uma equipe que parecia ter vencido na loteria antes mesmo de a bola ser sorteada, essa equipe é a Aston Martin. Fábrica de cair o queixo em Silverstone, o mago Adrian Newey desenhando asas e uma parceria de fábrica com a Honda: era o pacote completo para dominar a nova era da F1. O problema é que, no papel, até aquele seu projeto de TCC parecia genial.

A realidade, porém, tem um senso de humor perverso. Com todos os ingredientes de uma receita de bolo perfeita, a Aston Martin descobriu que ainda falta aprender a ligar o forno. O início da nova era regulamentar tem sido bem mais espinhoso do que os planos de marketing sugeriam — e a equipe que prometia voar está, por enquanto, aprendendo a engatinhar sem bater a cabeça no chão.

Claro, pode ser só o começo. Ninguém em sã consciência descarta um time que tem Newey no projeto e a Honda na traseira, ainda mais com uma infraestrutura nova que mais parece um parque temático de engenharia. Mas a F1 não premia potencial: ela cobra resultado, e o cronômetro não se impressiona com currículo.

Enquanto isso, os fãs fazem as contas: será que o problema é o carro, o regulamento ou simplesmente a lei de Murphy aplicada a gente que tem pressa? A resposta virá nas pistas. Até lá, a Aston Martin segue sendo a maior promessa que a F1 já viu — daquelas que prometem muito, mas chegam atrasadas no primeiro encontro.

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