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F1

Aston Martin ganha reforço de peso: herdeiro da Johnson & Johnson e dono dos Jets compra fatia do time

Robert Wood Johnson, ex-embaixador dos EUA e dono do New York Jets, vira acionista minoritário da equipe de F1. Só não espere vê-lo trocando pneus.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

O pit lane ficou um pouco mais… farmacêutico. Robert Wood Johnson, herdeiro do império Johnson & Johnson, dono do New York Jets e ex-embaixador dos EUA no Reino Unido, acaba de adquirir uma participação minoritária na Aston Martin Formula 1. Se você perdeu a conta dos chapéus que ele usa, não se preocupe: agora ele também tem um boné de chefe de equipe — mas só de enfeite, porque o comando continua com Lawrence Stroll.

A transação é puramente comercial, e a Aston Martin fez questão de deixar claro que Johnson não vai se meter no dia a dia. Ou seja: ele pode até aparecer no paddock, mas não vai ter a prerrogativa de mexer no acerto do carro. O valor da fatia não foi revelado, mas sabemos que ele chega com currículo de sobra: além de mandar nos Jets, ele tem 43% do Crystal Palace, time de futebol inglês. Se a Aston Martin precisar de uma defesa sólida, talvez ele traga algumas ideias.

Johnson, de 79 anos, já tem um caso antigo com a marca. ‘Durante meu tempo como embaixador no Reino Unido, desenvolvi uma profunda apreciação pela história da Aston Martin e pela visão estratégica do Lawrence’, disse, provavelmente com um sorriso de quem já foi dono de meio mundo. Ele também destacou a vontade de aumentar a base de fãs nos Estados Unidos. Alguém aí lembrou da Gp de Miami e Las Vegas? Pois é.

Do lado da equipe, Stroll recebeu o novo parceiro de braços abertos: ‘A experiência, paixão e investimento dele fortalecem nossa posição nesta próxima fase’. Tradução: o caixa agradece, e o time segue sob o controle do Yew Tree Consortium, com Arctos Partners e Adrian Newey como outros acionistas minoritários. Sim, o Newey agora tem sócio bilionário na sala — mas a boa notícia é que ninguém vai tirar o lápis dele.

Com a F1 cada vez mais pop nos EUA, ter um dono de franquia da NFL como investidor faz sentido. E se o time precisar de um plano B para o motor, sempre dá para tentar um emplasto de eficiência energética. Só não esperem que o Robert Wood Johnson peça licença-paternidade no meio da temporada — afinal, os Jets também precisam dele… ou não, mas isso é outra história.

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