Armstrong e o motor teimoso: três quebras em quatro corridas
A confiabilidade virou piada interna na Meyer Shank Racing; o último capítulo foi em Portland
Se existe uma relação complicada no grid da Indy, é a do carro nº 66 da Meyer Shank Racing com o próprio motor. A Honda de Marcus Armstrong decidiu que, nas últimas quatro corridas, apenas uma valia a pena terminar. O mais recente ato de rebeldia aconteceu no domingo, em Portland, quando o motor simplesmente disse ‘até logo’ e deixou o piloto na mão.
Não é exagero dizer que o carro está colecionando motores quebrados como quem coleciona selos — três nas últimas quatro etapas. Se fosse uma aposta, já estaria valendo contra a confiabilidade. Mas o time, coitado, não está nem um pouco disposto a participar dessa brincadeira.
A situação é tão curiosa que até os engenheiros devem estar coçando a cabeça: será que o motor está com algum tipo de antipatia por certas pistas? Ou será que ele simplesmente anda entediado e resolve parar para apreciar a paisagem? Em Portland, pelo menos, o visual é bonito, mas o prejuízo não.
Enquanto isso, Marcus Armstrong tenta manter a calma e a paciência, qualidades que qualquer piloto precisa em dobro quando a máquina decide tirar férias não programadas. Resta saber se a Meyer Shank vai resolver o mistério antes que a temporada acabe — ou antes que o estoque de motores Honda da equipe se esgote, o que parece mais provável.