Aposentadoria criativa: cinco pilotos de F1 e suas carreiras (bem) inusitadas
Niki Lauda virou empresário de aviação, Paolo Barilla foi para o ramo de massas, Carlos Reutemann entrou para a política, Alex Ribeiro virou capelão e Jaime Alguersuari se rendeu ao DJ. A vida depois do cockpit pode ser inesperada.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Para todo piloto de F1 que se aposenta e parte para a cabine de comentários ou a chefia de equipe, há sempre quem resolva seguir por um caminho bem menos óbvio. Niki Lauda, por exemplo, não se contentou em ser tricampeão mundial e peça-chave no futuro domínio da Mercedes: o austríaco criou a Lauda Air em 1979, mesmo ano de sua primeira pausa na F1, e construiu uma companhia aérea internacional. Depois de voltar às pistas e conquistar o terceiro título, ele se dedicou de vez à aviação, com direito a outras ventures como Niki e Laudamotion.
Já Paolo Barilla trocou o cockpit por um negócio de família — de massas. Após uma passagem relâmpago pela F1 no fim dos anos 1980, com uma vitória nas 24 Horas de Le Mans em 1985, o italiano foi para a Barilla France em 1991 e virou vice-presidente adjunto do grupo em 1994. Três décadas depois, suas duas carreiras se encontraram quando a Barilla se tornou parceira oficial da F1 em 2025. Na ocasião, Barilla resumiu a conexão: o que uma F1 veloz e um prato de macarrão têm em comum? Profissionais habilidosos, apaixonados e determinados a melhorar.
Carlos Reutemann provou que a política pode ser tão competitiva quanto a F1. O argentino, que perdeu o título de 1981 por um ponto, virou governador de Santa Fe por dois mandatos (1991-1995 e 1999-2003) e depois senador, com reeleições em 2009 e 2015. Chegou a ser cotado para a presidência da Argentina, mas recusou concorrer em 2002. Alex Ribeiro, por sua vez, fez da fé uma segunda carreira: o brasileiro dos anos 1970, famoso pelo ‘Jesus Saves’ em seus carros de F2, tornou-se capelão e atuou com a seleção brasileira de futebol em Copas do Mundo, incluindo a de 1994. Décadas depois, ele ainda voltou ao paddock da F1 pilotando o carro médico.
Fechando a lista de hoje, Jaime Alguersuari, o espanhol que estreou na F1 com 19 anos pela Toro Rosso em 2009, trocou as pistas pela música. Depois de perder a vaga em 2011, passou por Fórmula E e GT, mas a paixão pelo automobilismo foi desaparecendo. Ainda na casa dos 20 anos, Alguersuari se dedicou ao ofício de DJ e produtor, mostrando que a aposentadoria pode ser tão inusitada quanto uma ultrapassagem na última curva.