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F1

Após 2025 de glória, Williams engorda (e atrasa) na era 2026 — mas Vowles segue crente

Time que voltou ao pódio com Sainz agora luta contra o peso do FW48 e a fé do chefe.

Por Bruno Bandeira

Em 2025, a Williams era a inveja do meio do pelotão: pódio com Carlos Sainz e quinto lugar no Mundial de Construtores, a melhor campanha desde 2017. O time respirava os ares da elite, sonhando com dias ainda melhores sob as novas regras de 2026. Mas o inverno resolveu pregar uma peça — e o carro novo, digamos, não chegou exatamente em forma.

O FW48 apareceu atrasado, significativamente acima do peso e sem o desempenho esperado. Em vez de um foguete, a Williams entregou um carro que precisa de regime. A ironia é tão grande que até o DRS parece envergonhado. Enquanto os rivais almoçavam leve, a equipe de Grove começou a temporada carregando alguns quilinhos extras na garagem.

Apesar do cenário nada animador, James Vowles segue com a convicção de que ‘vai dar tudo certo’. O chefão acredita no processo com a paciência de quem espera uma conexão de internet dos anos 2000: devagar, mas com fé inabalável. Resta saber se o carro vai emagrecer antes que a paciência da torcida acabe.

A boa notícia é que, em 2025, a equipe mostrou que sabe se recuperar. A má notícia é que, nesta temporada, o problema não é só de aerodinâmica, mas de balança. Vowles pode até estar convencido de que dias melhores virão, mas, no momento, a Williams está mais para ‘projeto verão’ do que para ‘projeto campeão’.

No fim das contas, a fé de Vowles é louvável — mas em F1, a fé não reduz peso. Resta ao time cortar gordura, acertar o passo e provar que o chefe não está apenas sonhando acordado. A torcida, claro, espera que o ‘tudo virá’ não demore a chegar.

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