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F1

Antonelli, Hamilton e o caos: o primeiro semestre de 2026 da F1 em cinco atos

De um novato histórico à primeira vitória de Hamilton na Ferrari, passando pela fofoca generalizada e o naufrágio da Aston Martin — o grid não deu sossego.

Por Bruno Bandeira

A temporada 2026 da F1 começou com a promessa de uma nova era, e a promessa foi cumprida — para o bem e para o espanto. Com a chegada da Cadillac como 11ª equipe e um regulamento que embaralhou as cartas, a Mercedes apareceu na Austrália como quem não quer nada e saiu com um 1-2, cortesia de Russell e do garoto Antonelli. Mas a McLaren, que passou o ano passado brigando pelo título, resolveu esperar a hora certa: venceu na Hungria com Norris e avisou que não está para brincadeira. O quebra-cabeça do grid, meus amigos, está longe de se montar.

Falando em Antonelli, o italiano de 19 anos não está apenas de passagem: depois de vencer na China, ele engatou uma sequência de cinco vitórias seguidas e se tornou o mais jovem líder de um Mundial de F1, aos 19 anos, 7 meses e 4 dias — algo que nem o tio do Verstappen imaginaria. Claro que a vida não é um mar de rosas: um problema mecânico em Barcelona e um susto em Silverstone quase tiraram o sorriso do rosto do menino, mas ele segue firme na liderança, com 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton e mais nove sobre Russell. Se depender da confiança, o recorde de Sebastian Vettel de campeão mais jovem da história pode cair.

E por falar em Hamilton, o heptacampeão finalmente provou que a Ferrari não é apenas um sonho italiano: depois de um 2025 para esquecer, sem pódios, o inglês começou 2026 com um terceiro lugar na China, dois segundos no Canadá e em Mônaco, e aí chegou a hora de brilhar em Barcelona. Liderou, abriu 19,5 segundos e venceu pela primeira vez com o macacão vermelho — a 106ª vitória da carreira, que ele mesmo classificou como ‘algo especial’. Ora, se não é especial, o que seria? A espera valeu a pena.

Enquanto alguns comemoram, outros têm que lidar com os boatos. A silly season começou tão cedo que parecia que o Natal chegou em maio. A Haas tratou de negar com veemência qualquer rusga com Esteban Ocon — o chefão Ayao Komatsu usou palavras que não podem ser repetidas em um veículo familiar —, Valtteri Bottas respondeu com elegância aos rumores de que perderia o lugar na Cadillac, e Max Verstappen, nosso querido causador de fofocas, foi envolvido em uma história de conversa informal com a McLaren. Os envolvidos negaram, mas a gente sabe que onde há fumaça, há alguém mexendo no celular do chefão.

E a Aston Martin? Bom, se você pensou que as dificuldades eram só boatos, a equipe britânica tratou de confirmar. O AMR26 chegou atrasado ao shakedown de Barcelona e, quando finalmente apareceu, não estava com vontade de colaborar. Em um campeonato em que a Williams também patina, a Aston parece ter encontrado a receita para o caos. Mas, como diz o ditado, depois da tempestade vem a calmaria — ou pelo menos o intervalo de verão, que dá a todos um tempinho para repensar a vida antes do segundo semestre. Que venha o resto de 2026, porque ele promete.

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