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F1

Antonelli: ‘A pressão quase me destruiu’ na estreia, mas hoje lidera o campeonato

Novato de 2025 passou por sufoco na Europa, reunião com a equipe o salvou e agora ele voa no campeonato.

Por Bruno Bandeira

Kimi Antonelli finalmente abriu o jogo sobre sua temporada de estreia na F1, em 2025 – e o retrato não foi exatamente de um mar de rosas. O italiano, que chegou à Mercedes após a saída de Lewis Hamilton para a Ferrari, admitiu que deixou a pressão ‘destruí-lo’ em determinado momento, principalmente durante a fase europeia daquele ano. O começo até que foi bom, mas a fase europeia mostrou um Antonelli perdido, cobrando-se por sentir que decepcionava quem apostou nele – em especial Toto Wolff, o chefão que bancou a promoção.

‘Naquele momento, senti que estava decepcionando muitas pessoas que acreditaram em mim, principalmente o Toto, porque foi ele quem tomou a decisão’, disse o piloto de 19 anos no podcast Significant Figures, da SAP. O baque foi tão forte que Antonelli se descreveu como alguém que se deixou levar pela pressão, sem encontrar saída. A salvação veio em uma grande reunião com a equipe após o período europeu. Ali, ele conseguiu ‘resetar’ e recomeçar – e a segunda metade da temporada foi muito melhor, devolvendo a confiança que o carrega até hoje.

Com a sinceridade de quem passou por um verdadeiro rito de iniciação, Antonelli detalhou o que aprendeu consigo mesmo naqueles dias difíceis. ‘Descobri como meu corpo responde a esses momentos, como meu cérebro reage e o que me ajuda a voltar ao foco, ao estado de espírito certo. Também aprendi como me administrar para manter 100% de energia durante todo o fim de semana.’ E ele faz uma piada às próprias custas: ‘Naquela fase europeia, a maioria das coisas que fiz não me ajudou em nada!’

Se houve algo que não faltou em 2025 foi aprendizado – talvez até demais. Para o italiano, a curva de evolução foi tão íngreme que parecia ‘três anos de uma vez’. A equipe tentou protegê-lo, mas o turbilhão de novidades, fisicamente e mentalmente, o deixou ‘drenado’ ao fim do ano. ‘Aprendi muito mais do que teria aprendido em uma equipe menor’, reconheceu, ciente de que o atalho veio com um preço.

O mais irônico? Quem quase sucumbiu à própria pressão agora lidera o campeonato de pilotos desde a terceira etapa, no Japão – um contraste e tanto com o sufoco do ano passado.

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