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Adeus, Zandvoort: das laranjas ao troféu quebrado, os momentos que marcaram o GP da Holanda

Circuito de dunas se despede da F1 com histórias de Verstappen, Kubica, Piastri e um Lawson que nem esperava estar ali.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

O GP da Holanda dá o adeus neste fim de semana, mas Zandvoort já garantiu seu lugar na galeria de momentos inesquecíveis da F1. Desde que voltou ao calendário em 2021, depois de 36 anos de espera, o circuito à beira-mar — com sua curva 3 inclinada e a charmosa viagem de trem de 25 minutos desde Amsterdã — virou palco de drama, comemorações e até de um troféu partido em dois. Pegue o guarda-sol e a laranja mecânica: vamos revisitar os melhores capítulos.

Começando pelo dono da casa. Max Verstappen venceu as três primeiras edições e subiu ao pódio em todas as cinco corridas realizadas. Em 2023, a vitória ali o ajudou a igualar o recorde de Sebastian Vettel de nove triunfos consecutivos — quebrado na corrida seguinte, em Monza, com o décimo. Se a torcida holandesa criou uma atmosfera ensurdecedora, imagine o que seria se o carro da Red Bull tivesse dado trabalho. Spoiler: não deu.

Mas nem tudo foi laranja. Em 2021, Robert Kubica protagonizou um dos retornos mais surreais da história: chamado às pressas na manhã de sábado após Kimi Räikkönen testar positivo para Covid, o polonês saltou para o cockpit da Alfa Romeo no TL3 e foi para uma das pistas mais exigentes do calendário. Tudo isso com a mobilidade limitada do braço direito após seu acidente de rali. E de quebra, o companheiro Antonio Giovinazzi anotou um sétimo lugar no grid, sua melhor posição na época. Nada mal para um fim de semana caótico.

Mais recentemente, a McLaren transformou Zandvoort em território inglês. No ano passado, Oscar Piastri completou um Grand Chelem — vitória, pole, volta mais rápida e liderança em todas as voltas — tornando-se o terceiro mais jovem a conseguir o feito, até Kimi Antonelli quebrar esse recorde em Mônaco nesta temporada. E Lando Norris também derrubou a hegemonia de Verstappen em 2024. Já Liam Lawson, que estreou na F1 de forma inesperada em 2023 após a fratura na mão de Daniel Ricciardo, mostrou que oportunidade é tudo: terminou em 13º e pontuou duas corridas depois.

E para fechar, a cena que rendeu o meme mais delicado do ano: Isack Hadjar, no pódio pela primeira vez, quebrou o troféu ao encostá-lo no chão durante a foto da equipe. A expressão dele foi de puro pânico, mas os organizadores, com a frieza de quem já viu de tudo, mandaram um substituto idêntico uma semana depois — e deixaram o original com o francês como lembrança. Sim, ele guardou o troféu partido. Quem nunca?

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