Wolff admite: Mercedes 'não foi grande coisa' na Hungria — mas Antonelli salva a pátria
Chefe da Mercedes lamenta fim de semana de 'catch-up' em Budapeste, mas celebra mais um pódio do líder do campeonato.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Se a Mercedes esperava manter a hegemonia na Hungria, o fim de semana foi um banho de realidade — com direito a afogamento. Toto Wolff não escondeu a frustração após um GP que definiu como ’não grande coisa’, mesmo com Kimi Antonelli garantindo o terceiro lugar e George Russell ralando para ser sétimo depois de um problema de largada que o próprio Wolff explicou.
“Parece que ele deu 10% de acelerador e o motor foi para o limite”, disse Wolff sobre o vexame de Russell, que largou em P19 após o carro resolver fazer um ’estilo livre’ no pedal do acelerador. “Ele tirou o pé e a rotação caiu. Não estou feliz com tantos erros.” Russell até se redimiu com uma pilotagem cirúrgica no tráfego, mas o estrago já estava feito — e o motor, com vazamento de água no classificatório, pode ter ido para o saco.
O drama começou antes: Antonelli cedeu o carro para Fred Vesti no TL1 e passou o resto do fim de semana tentando adivinhar o acerto ideal, enquanto o asfalto húngaro mudava de humor como um gato. “Foi um jogo de recuperação o tempo todo”, resumiu Wolff. “Se antes da corrida me dissessem que teríamos um pódio, eu agradecia. Mas agora, olhando para trás, a sensação é que deveríamos ter feito melhor.”
Ainda assim, o lado bom: Antonelli ampliou a liderança no campeonato para 50 pontos sobre Lewis Hamilton e 59 sobre Russell, e a Mercedes segue firme na frente dos construtores, 72 pontos à frente da Ferrari. Wolff rasgou elogios aos pilotos: “A defesa do Kimi contra o Hamilton nos pneus duros foi genial. E o George passou 10 carros no começo. Hoje eles fizeram um ótimo trabalho.” Ou seja, se a máquina não colabora, pelo menos os meninos sabem voar em helicóptero de brinquedo.