WEC foge do fogo cruzado e troca Oriente Médio por Barcelona e Monza no fim da temporada
Com a guerra no Oriente Médio escalando, a ‘migração’ das provas de endurance para a Europa é oficial – e a F1 pode pegar carona.

Foto: 1 de 2 Largada dos 1812km do Catar de 2025, prova do Mundial de Endurance (WEC) — Foto: Jakob Ebrey/LAT Images / Foto original da matéria-fonte
O Mundial de Endurance (WEC) resolveu trocar a areia do deserto pelo asfalto europeu. Nesta terça-feira (28), a categoria anunciou que as etapas finais da temporada, originalmente no Bahrein e no Catar, foram removidas do calendário e substituídas por corridas na Espanha e na Itália. O motivo? Uma escalada na guerra no Oriente Médio que transformou a logística de frete e viagens em um quebra-cabeça impossível de montar.
A prova do Catar, que seria disputada em 24 de outubro, e a do Bahrein, em 7 de novembro, foram para o espaço depois que o frágil cessar-fogo entre EUA e Irã colapsou em julho. Agora, o WEC encerra a temporada com as 6 Horas de Barcelona (16 a 18 de outubro) no Circuito de Barcelona-Catalunha e as 6 Horas de Monza (6 a 8 de novembro) no templo italiano da velocidade.
Frédéric Lequien, CEO do WEC, foi diplomático: ‘Estávamos otimistas quanto a competir no Catar e no Bahrein, mas a situação atual nos obriga a mudar para um plano alternativo’. Plano alternativo que, convenhamos, não é nada mal – Monza e Barcelona são pistas clássicas e, pelo menos, não correm o risco de serem atingidas por drones.
A decisão do WEC pode servir de termômetro para a F1, que também enfrenta dores de cabeça com suas provas no Oriente Médio. O GP do Catar (29 de novembro) e o GP de Abu Dhabi (6 de dezembro) seguem na corda bamba, enquanto o GP do Bahrein já foi deslocado para a Malásia, em Sepang. Rumores indicam que Ímola pode entrar na dança. Se a guerra continuar, talvez a F1 também precise de um plano B – ou será que eles têm seguro contra conflitos geopolíticos?