Verstappen vê problemas que nem o data center da Red Bull enxerga – e o carro vai se desmontando
Piloto reclama de ‘degradação do carro’ durante o GP da Hungria, e chefe admite: a sensibilidade de Max é coisa de outro mundo

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte
Max Verstappen está indo para as férias de verão da F1 com um problema que nem a própria Red Bull consegue explicar direito: o carro dele está se desmontando enquanto ele pilota, e ele percebe isso antes de qualquer sensor ou analista. Depois de um segundo lugar na Hungria que ele mesmo classificou como ‘milagre’, o holandês revelou que o RB22 sofreu danos visíveis no asfalto – e que a degradação aerodinâmica já vinha irritando o bicho desde o início do fim de semana.
‘Quando saí do carro, vi estragos por todo lado’, disse Verstappen. Durante o classificatório, o desabafo pelo rádio foi épico: ‘O carro está completamente quebrado aerodinamicamente. Que piada, que fim de semana de merda’. E não era exagero: a asa traseira já foi consertada após os acidentes na Áustria e Silverstone, mas o chassi continua sensível como uma flor de estufa – qualquer zebra, brita ou ventinho danado tira o bólido da janela ideal.
O chefe da Red Bull, Laurent Mekies, admitiu que a RB22 é ‘muito sensível’ e que a equipe precisa melhorar. Mas também revelou que Verstappen tem um superpoder: ‘Ele sente coisas que nem nossos dados conseguem medir. No início do ano, ele detectou um problema na caixa de direção que a gente não via. Graças a ele, resolvemos’.
Ou seja, enquanto os outros times confiam em engenheiros e computadores, a Red Bull tem um detetor humano de defeitos.
O lado bom? Enquanto Verstappen continuar achando problemas que ninguém mais vê, a Red Bull pode transformar essa fragilidade em vantagem. O lado ruim? Para 2026, o carro parece tão temperamental quanto um gato de rua – e se a concorrência descobrir como domá-lo, as férias podem render umas boas dores de cabeça para Milton Keynes.