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F1

Verstappen na encruzilhada? Mark Hughes aponta Aston Martin como destino ideal (e Newey é o motivo)

Colunista defende que projeto de Lawrence Stroll com Adrian Newey é mais atraente que simplesmente entrar em uma McLaren já rápida.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

Se Max Verstappen decidir deixar a Red Bull, o conselho do experiente jornalista Mark Hughes é claro: esqueça a McLaren e aposte na Aston Martin. Em sua coluna ‘The Long Run’, Hughes explica que o diferencial não está apenas no talento do holandês, mas no gênio à frente do projeto de Lawrence Stroll: Adrian Newey.

O que torna a Aston Martin tão especial? Segundo Hughes, a mentalidade de Newey é única. Mesmo sabendo que o carro inicial seria lento, ele optou por não fazer atualizações incrementais e concentrou-se em uma versão ‘B’ para o meio da temporada. ‘Ele mostra total indiferença à percepção alheia’, escreve Hughes. E o resultado? Um carro com um ângulo de rake visivelmente maior que o de qualquer concorrente – uma assinatura típica de Newey, que já levou essa ideia ao extremo nos tempos de Red Bull.

A abordagem pode parecer arriscada, mas Hughes lembra que Newey muitas vezes está errado… até acertar em cheio. ‘Quando ele erra, o conhecimento adquirido geralmente permite que ele volte com algo devastador’, afirma o colunista. Para Verstappen, o desafio de reconstruir um projeto com Newey seria muito mais instigante do que simplesmente se sentar em um McLaren já rápido.

Se você é fã de pitadas de ironia no automobilismo, fique de olho: Hughes sugere que Fernando Alonso deveria renovar com a Aston Martin ‘ontem’, enquanto Verstappen deveria pegar o telefone e ligar para Lawrence Stroll agora mesmo. Afinal, ninguém quer perder o bonde de um gênio que já provou, mais de uma vez, que sabe transformar promessas em dominância.

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