Vasseur chama punição de 'mega severa'; Hamilton insiste: 'Foi acidente de corrida'
Ferrari e piloto discordam da penalidade que tirou Russell da prova; Hamilton ainda atropelou um mecânico no pit stop, mas isso é outra história.

Lewis Hamilton e seu chefe na Ferrari, Frédéric Vasseur, estão em raro acordo: ambos discordam da penalidade de cinco segundos aplicada ao britânico pela colisão com George Russell na primeira volta do GP da Bélgica. Para Vasseur, foi ‘mega severa’; para Hamilton, foi apenas um ‘incidente de corrida’ — expressão que, no dicionário da F1, costuma significar ’ninguém quer assumir a culpa’.
O entrevero aconteceu quando Hamilton, que largou em quinto, ultrapassou Russell na reta Kemmel e, na freada, os dois se encontraram de um jeito que mandou o piloto da Mercedes para o brita e para o abandono. Para azar de Russell, ele nem precisou se estressar: os comissários já estavam com a caneta na mão e aplicaram a punição. ‘Não acho que tenha sido agressivo ou mal colocado’, defendeu-se Hamilton, que mesmo assim levou danos no carro e teve que carregá-los pelo resto da prova.
Se a corrida já não estava fácil, o pit stop de Hamilton virou uma comédia involuntária: ao sair dos boxes, ele atropelou um mecânico da Ferrari. Sim, atropelou. O incidente rendeu uma multa à equipe, mas o resultado final de quarto lugar foi mantido. ‘Sou muito grato pelos pontos, considerando o dano e o acidente de ontem’, disse Hamilton, fazendo referência ao seu crash no final do TL3 que deixou os mecânicos trabalhando contra o relógio.
Com o resultado, Hamilton agora está 45 pontos atrás do líder do campeonato, Kimi Antonelli — que venceu a corrida enquanto a Ferrari e a Mercedes discutiam quem deveria ter pedido desculpas primeiro. A F1 segue para a próxima etapa, e a torcida já pode esperar mais emoção, mais polêmica e, quem sabe, menos contato físico entre pilotos e mecânicos.