Van Gisbergen: de estreante no oval a terceiro colocado sem dramalhão — e ainda de quebra quebra recorde de paciência
O neozelandês só queria saber de evitar confusão, e deu terceiro; enquanto isso, Chandler Smith resolveu que vencer com uma volta de vantagem era pouco — queria uma volta de vantagem e um monte de carros para trás.
Sábado em North Wilkesboro Speedway foi dia de ver Shane van Gisbergen provando que, sim, dá para aprender a andar em oval sem precisar raspar a lateral em todo mundo. O neozelandês, que está fazendo sua quarta aparição na NASCAR Craftsman Truck Series — e terceira em oval — largou em 19º, dirigiu como quem está passeando no domingo de manhã e, sem nenhum dramalhão, chegou em terceiro. Isso iguala seu melhor resultado em oval na NASCAR (ele também foi terceiro na corrida O’Reilly de 2024). Quem diria que manter a calma poderia dar certo?
Enquanto van Gisbergen celebrava o pódio com a discrição de um monge, Chandler Smith resolveu transformar a corrida em uma aula de como se ganha uma prova. Depois de liderar apenas uma volta no ano passado em North Wilkesboro (e vencer mesmo assim), o piloto resolveu que não queria repetir a dose de suspense. Largou, liderou um monte de voltas e simplesmente aplicou uma surra no resto do grid. ‘Beat down’, como diriam os americanos. Ou, em português claro: uma lavada.
Do outro lado do fim de semana, Ryan Blaney vai largar na pole da primeira corrida de pontos da NASCAR Cup Series em North Wilkesboro em quase 30 anos. Sim, você leu certo: a última vez que a categoria principal correu ali por pontos, Bill Clinton ainda estava no primeiro mandato e ninguém tinha smartphone. Blaney deve estar se sentindo o dono do pedaço, mas, convenhamos, com quase três décadas de hiato, qualquer pole é histórica — até a sua.
O resumo da ópera: van Gisbergen mostrou que dá para ser rápido sem virar bagunça, Smith mostrou que é possível ganhar com folga, e Blaney vai mostrar que a pole em North Wilkesboro ainda vale alguma coisa. Se vai valer a vitória, aí já são outros 500 (ou 400 km, no caso).