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Sorte de torcedor: como a Copa do Mundo e o tempo viraram a IndyCar de ponta-cabeça em Nashville

Entre prorrogação, raios e trovões, o Music City Grand Prix acabou adiado para segunda — e os planos de usar a final da Copa como trampolim viraram fumaça

Por Bruno Bandeira

Se a equipe de marketing da IndyCar tinha um plano infalível para surfar a onda da final da Copa do Mundo na FOX, a natureza e o futebol resolveram pregar uma peça digna de filme de comédia. O Borchetta Bourbon Music City Grand Prix, que prometia ser a vitrine perfeita para atrair novos fãs, acabou sendo adiado de domingo para segunda-feira em Nashville Speedway. O motivo? Uma combinação de prorrogação no jogo do título — que transformou o horário nobre em novela — e um combo local de chuva e relâmpagos que fez questão de lembrar que até deuses do esporte a motor têm dias ruins.

A ideia original era simples e ambiciosa: usar a audiência global da final da Copa para turbinar a visibilidade da IndyCar. Mas quando o jogo foi para o tempo extra, os relógios viraram inimigos. E, como se não bastasse, o céu de Nashville resolveu vomitar água e raios, forçando a organização a engolir o orgulho e empurrar a corrida para o dia seguinte. Dá para imaginar o diretor de marketing olhando para o radar meteorológico e para o placar do futebol ao mesmo tempo, pensando: ‘Só pode ser brincadeira’.

O resultado prático é que meses de planejamento para fisgar o espectador que ligou a TV para ver a Copa e caiu de paraquedas na Indy foram por água abaixo — literalmente. A corrida foi salva para segunda, mas o impacto promocional, digamos, ficou pelo caminho. Como consolo, pelo menos os fãs mais hardcore ganharam um dia extra de ansiedade. E os envolvidos já podem pedir música: se a vida é uma caixinha de surpresas, essa veio com embalagem de temporal e prorrogação.

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