Grid Geral
Kart

Sodi deixa Sarno com dois pódios, recorde e um gostinho de ‘quase’ no Europeu de Kart

Entre festas no pódio e azedume na bomba de combustível, a turma da Sodi mostra que velocidade não falta — mas o título escapou por doze míseros pontos.

Por Bruno Bandeira

O Campeonato Europeu de Kart da FIA para as categorias com câmbio terminou no fim de semana de 2 a 5 de julho no Circuito Internazionale Napoli, em Sarno, e a Sodi (via Sodikart Racing Team e CPB Sport) saiu de lá com dois troféus, um recorde de pista e a sensação de que faltou só um empurrãozinho. Em KZ, Matteo Spirgel foi segundo na Final, enquanto Jean Nomblot cravou o recorde absoluto do circuito (55s589) — e ainda levou o troféu de comeback do ano: largou em 10º, comeu pelas bordas nas baterias e terminou em 4º. Já Maksim Orlov mostrou que tinha ritmo de pódio, mas um toque precoce o tirou da briga. E o coitado do Senna Van Walstijn? Nem largou, vítima de uma intoxicação alimentar que faria qualquer um repensar a última refeição.

Na KZ2, a história foi ainda mais dramática: com 63 pilotos, Matheus Morgatto fez bonito — 3º no grid, três vitórias em baterias, 2º na Super Heat e, na Final, um terceiro lugar com a volta mais rápida da corrida (56s260). O brasileiro até beliscou o recorde da pista na Super Heat (55s726), mas foi superado pelo colega Nomblot. Dion Van Werven, que largou em 6º e venceu duas baterias, merecia mais do que um abandono na Final; Marek Skrivan, que vinha em 5º na geral, foi enganchado na primeira volta. Com nove pilotos na Final, a CPB Sport sonhou com o título até o fim, mas os doze pontos de desvantagem no campeonato deixaram o gosto de ‘e se?’.

O chefão da CPB Sport, Paul Bizalion, filosofou: ‘Encontramos um adversário em forma perfeita; um pequeno contratempo numa bateria e o título escapou por doze pontos. É a dureza do esporte’. Ele prefere destacar o vice-campeonato, a volta mais rápida na Final e as vitórias nas baterias. ‘Vamos dar tudo para buscar o título mundial em casa, em Le Mans’, prometeu. Já Jean-Philippe Guignet, diretor de competição da Sodikart, fez um balanço ‘muito positivo’ e lembrou do problema crônico do combustível de fornecimento único: ‘Continua causando enormes dores de cabeça com mistura e desempenho do motor, todo mundo concorda. Espero que melhore para o Mundial em Le Mans.’

No fim das contas, sair da Itália com dois pódios, um recorde absoluto e o vice-campeonato europeu na KZ2 não é nada mal. Mas, como dizem os filósofos do kart, o ‘quase’ é o combustível da próxima temporada — e esse, pelo menos, não dá problema de mistura.

Europeu KZSodikartSarnoMatheus Morgatto

← Voltar à capa