Seis britânicos, um troféu e um Porsche: o domínio inglês no RMCIT Le Mans
Com direito a volta de honra em Porsche, pilotos do Reino Unido varrem o pódio em todas as classes do Rotax International Trophy. Até o café da manhã era deles?
O Rotax MAX Challenge International Trophy em Le Mans terminou com uma bandeira britânica em cada degrau mais alto do pódio. Sim, você leu certo: todos os seis campeões são do Reino Unido. Foram 370 pilotos de 47 nacionalidades, mas na hora do vamos ver, o hino foi o mesmo. Parece que o café da manhã com croissants frescos (cortesia dos organizadores) deu energia extra para a galera de Sua Majestade.
A turma não brincou em serviço: os campeões ganharam uma voltinha de honra no Circuito Internacional de Kart de Le Mans a bordo de um Porsche 911 Carrera GTS Cabriolet. Nada mal para quem, horas antes, estava suando dentro de um kart. Destaque para Jayan Prakash (Micro MAX), que simplesmente não deu chance: pole, venceu todas as baterias classificatórias e a final. Austin Oman (Mini MAX) fez uma remontada digna de cinema: largou em 16º no qualifying e terminou vitorioso. Já Sean Butcher (Senior MAX) começou em 38º e, depois de uma batalha com o francês Tom Langlois, levou a melhor. Se isso não é roteiro de filme, não sei o que é.
O evento, que aconteceu de 13 a 18 de julho, teve que se adaptar ao calor extremo e às exigências das autoridades locais. Resultado: as sessões foram divididas em manhã e noite, com direito a corridas sob luz artificial — dando um gostinho da atmosfera 24h de Le Mans. E para quem pensa que kart é só diversão de fim de semana: os vice-campeões levaram para casa motores Rotax 125 MAX Evo, e os terceiros colocados, vouchers de €1.000. Ou seja, prêmio que vale mais que troféu de participação.
Com transmissão ao vivo de três dias inteiros no YouTube, o RMCIT continua provando que o kart competitivo tem público global. E se depender do desempenho dos britânicos, a edição de 2026 do RMC Grand Finals no Algarve (Portugal, em novembro) promete mais emoção. Será que alguém consegue quebrar essa hegemonia? Por enquanto, o jeito é torcer para que os croissants do café da manhã estejam igualmente frescos para todos.