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F1

Sainz explica: sem luzes azuis, colisão com Piastri foi 'impossível de evitar'

Williams reclama de pane no sistema de aviso de voltas perdidas; espanhol leva 5s de punição e termina em 18º

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

Carlos Sainz usou seu melhor ‘argumento de defesa’ para explicar o toque em Oscar Piastri durante o GP da Hungria, que lhe rendeu uma punição de cinco segundos. De acordo com o espanhol, o sistema de luzes azuis no volante — que avisa quando um líder está se aproximando para dar volta — estava desligado. Culpa de um problema de comunicação com os dados de GPS que já vinha causando alertas falsos nas primeiras voltas. Ou seja, Sainz pilotava às cegas, sem saber que Piastri vinha feito um foguete atrás.

O problema é que, enquanto Sainz brigava pelo 14º lugar com seu amigo Fernando Alonso, ele resolveu fazer um ‘corte’ para tentar o undercut — e acabou acertando a asa dianteira da McLaren de Piastri. ‘Ele estava no meu ponto cego, e eu não fazia ideia de que seria ultrapassado. Foi impossível evitar’, justificou o piloto da Williams, que mesmo assim pediu desculpas ao australiano. Piastri, que perdeu tempo precioso na briga com Norris, não poupou palavras no rádio — mas digamos que a tradução oficial não seria adequada para o horário nobre.

Sainz aceitou a punição de bons modos, mas não perdeu a chance de dar uma indireta: ‘Se não fôssemos tão lentos, não haveria tantas bandeiras azuis. A solução é clara: precisamos ser mais rápidos. Nunca fui lapeado duas vezes na vida, e isso é bem ruim.’ A ironia é que, enquanto a Williams sofre para andar no fundo do grid, os líderes passam feito rojões — e sem luzes no volante, a situação vira um jogo de adivinhação. No fim, após três pit stops (incluindo o da penalidade), Sainz cruzou em 18º, reclamando até de uma parada extra desnecessária que o jogou para trás do companheiro Albon.

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