Russell tira o pé (ou melhor, o carro para) e dá vantagem ao companheiro — que já avisa: ‘calma, tem chão’
Com o abandono de George Russell, o líder do campeonato abre boa vantagem, mas mantém os pés no chão (e as rodas na pista).
Parece que a temporada da Mercedes tem um protagonista cada vez mais isolado na ponta da tabela. Enquanto George Russell amargou um DNF (que na sigla em inglês poderia muito bem significar ‘Definitivamente Não Foi’ para suas chances no campeonato), seu companheiro de equipe — o piloto que já soma seis vitórias no ano — viu a vantagem aumentar consideravelmente. Sim, aquele tipo de vantagem que faz qualquer um pensar em trocar o capacete por uma taça de espumante antes da hora.
Mas não, o líder não está comprando passagem para a festa de fim de ano ainda. Ele fez questão de lembrar que o campeonato é uma maratona, não um sprint (ironia para quem vive de ultrapassagens na última volta). ‘Ainda tem muito chão pela frente’, disse, em tradução livre do piloto-speak. Ou, como diria qualquer fã de automobilismo: ‘é até a última bandeirada, amigo’.
Enquanto isso, Russell deve estar nos boxes fazendo contas e torcendo para que o calendário tenha umas 50 corridas a mais. Porque, convenhamos, depender do DNF alheio para recuperar terreno é tão confiável quanto pneu de chuva no asfalto seco. A temporada continua, e a vantagem do seis-vezes-vitorioso é real, mas ele mesmo já avisou: não é hora de dormir no ponto. Literalmente.