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F1

Russell quebra cárter, Mercedes tenta milagre e adia punição na F1

Piloto britânico danifica motor no Q3 da Hungria, troca unidade e fica à beira de penalidade; equipe leva motor quebrado para a fábrica na esperança de um reparo 'heróico'.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

George Russell viveu um drama silencioso no GP da Hungria. No Q3, o britânico passou por cima da curva 4 e, sem saber, rachou o cárter do motor Mercedes. O resultado: vazamento de água, pneus traseiros congelados e um fim de volta precoce. ‘A volta estava boa até que de repente não estava’, resumiu o piloto, com a ironia de quem sentiu o carro virar um sabonete.

A Mercedes não teve alternativa: trocou a unidade de potência — que havia estreado na Áustria e incluía uma série de melhorias de confiabilidade — por um motor novo, o quarto do ano para Russell. Como ainda está dentro da cota, ele escapou de punição na Hungria, mas a conta chega depois das férias. Com Lewis Hamilton também já no quarto motor, a dupla da Mercedes caminha para grid penalties que podem mexer com o campeonato.

A esperança é que o motor rachado não vire sucata. A Mercedes vai levá-lo para Brixworth, sua fábrica de motores, para uma análise detalhada. Dependendo da extensão da trinca e de possíveis danos internos, o motor pode ser reparado e voltar a ser usado. Na era dos carros durões, os motores viviam no CTI; agora, a Mercedes quer repetir o milagre da multiplicação dos V6 híbridos.

Se o reparo der certo, Russell pode respirar aliviado — pelo menos até a próxima zebra (ou kerb). Senão, a conta chegará em algum circuito veloz, onde um motor novinho faz mais diferença. Em Hungaroring, pista travada, a troca serviu só para evitar o vexame. No fim, o britânico sai da Hungria com um ponto de interrogação no motor e a certeza de que, na F1, cada batidinha no kerb pode custar uma fortuna.

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