Russell, o falsificador da Mona Lisa, finalmente pode largar os pincéis
Jovem piloto da Mercedes admite que copiar o estilo do companheiro era ‘como tentar desenhar a Mona Lisa’ – e agora, finalmente, ganhou permissão para ser ele mesmo.
George Russell pode, enfim, devolver o cavalete e os pincéis à loja de artigos para falsificadores. Em entrevista nesta quinta-feira em Spa, o piloto da Mercedes revelou que, durante boa parte da temporada, foi obrigado a imitar o estilo de pilotagem do companheiro de equipe – uma tarefa que ele próprio compara a ‘tentar desenhar a Mona Lisa tendo o quadro original ao lado’. Spoiler: não, você não conseguiria.
A declaração, que mistura autoironia e uma pitada de frustração contida, veio acompanhada de um alívio prático. Segundo Russell, a equipe finalmente o liberou para pilotar de acordo com seus próprios instintos, encerrando o período em que ele atuava como uma espécie de falsificador de talentos. ‘Você pode até achar que sabe desenhar, mas aí coloca a Mona Lisa na sua frente e vira aquele desenho de criança na porta da geladeira’, filosofou o britânico, provando que o sarcasmo também é uma forma de inteligência.
A mudança de postura da Mercedes chega em um momento crucial do campeonato, e Russell parece disposto a provar que, ao contrário do que muitos pensavam, ele não é apenas um ‘Leonardo da Vinci de macacão’, mas um piloto com identidade própria. Resta saber se o template da Mona Lisa será arquivado de vez ou se, num acesso de saudosismo, a equipe pedirá uma cópia de emergência para as corridas de classificação.