Russell descobre que não era culpa sua: Mercedes recalibra motor e promete fim dos problemas de energia
Após abandonos e atuações apagadas, inglês finalmente tem a confirmação de que o hardware não estava com defeito — só a calibração. Agora é torcer para o Hungaroring não ter tantas retas.

Foto: 1 de 6 George Russell saiu irritado após abandonar o GP da Bélgica — Foto: Christian Hartmann/Reuters / Foto original da matéria-fonte
O que você faria se passasse duas corridas achando que estava dirigindo mal, apenas para descobrir que o próprio carro estava te sabotando? Pois é exatamente o que aconteceu com George Russell. Depois de vencer na Áustria, o inglês amargou um segundo lugar em Silverstone e um abandono na Bélgica — e a culpa, ao que tudo indica, não era do piloto, mas de um problema de calibração na unidade de potência da Mercedes.
A equipe alemã finalmente descobriu que o sistema de gestão de energia estava distribuindo a potência de forma incorreta ao longo da volta, deixando Russell (e também Oscar Piastri, cliente Mercedes) com menos velocidade nos trechos cruciais. ‘Havia números na tela que não estavam totalmente calibrados corretamente’, explicou Russell no Hungaroring. ‘Não é como se o hardware estivesse com defeito.’ Ou seja, o motor estava funcionando, mas com a personalidade de um assistente de GPS que insiste em mandar você virar à direita quando o caminho é reto.
O pior? Russell passou dias tentando adaptar seu estilo de pilotagem, achando que o problema era dele. ‘Eu pensava em como acelerar, em qual marcha usar… e os dados indicavam que essa talvez fosse a razão, mas não era.’ Agora, com a recalibração prometida para este fim de semana na Hungria, o inglês espera poder ‘simplesmente tentar se concentrar em pilotar rápido’. Vai ser um alívio, porque ninguém merece virar engenheiro enquanto dirige a mais de 300 km/h.
E não para por aí: o abandono na Bélgica ainda teve um encontro nada casual com Lewis Hamilton na largada. Russell, porém, minimizou o toque — afinal, quando seu carro entrega menos potência que um Fusca 78, qualquer um passa reto. Agora, com o problema resolvido, resta saber se o ‘novo’ motor vai permitir que Russell volte a brigar pela frente, ou se a Hungria vai mostrar que o buraco (ou a calibração) era mais embaixo.