Russell: ‘Andava mais lento que um F2’ — e a culpa não foi do Hamilton
Britânico da Mercedes culpa bateria descarregada, e não o toque com o ex-colega, pelo abandono precoce em Spa

George Russell viveu mais um episódio digno de dramaturgia na temporada 2026 da F1: largou em terceiro no GP da Bélgica, fez uma boa primeira curva e, segundos depois, virou espectador privilegiado da corrida. O motivo? A bateria do Mercedes simplesmente se recusou a cooperar — e Russell se viu ‘andando mais lento que um carro de F2’, segundo suas próprias palavras.
O problema começou ainda na Curva 1, quando o sistema de recarga não funcionou. Resultado: Russell saiu de Eau Rouge com 0% de bateria, ‘35% a menos’ de carga e um turbo que também resolveu tirar férias. ‘Foi perigoso’, resumiu o britânico, que viu três carros o engolirem na reta de Kemmel como se ele fosse um cone de trânsito.
O toque com Lewis Hamilton, que rendeu ao piloto da Ferrari uma punição de cinco segundos, Russell classifica como ‘incidente de corrida’. ‘Ele não fez de propósito. A culpa é mais dele do que minha, mas não foi imprudente. Estou puto por estar naquela posição para começo de conversa.’ Tradução: se o carro tivesse funcionado, nem teria dado chance para o ex-colega de equipe.
Russell admite que já está ‘anestesiado para decepções’ — e com razão. Antes da prova, ele estava 25 pontos atrás na liderança do campeonato; depois do abandono, a diferença só aumenta. ‘Todos estão trabalhando duro para resolver o problema’, disse ao Sky Sports F1. ‘Só que estou aqui, na volta 5, sentindo que tinha chance de brigar pela liderança — e de repente, sem potência, tudo foi pro espaço.’ O chefe Toto Wolff até tinha dito antes da prova que esperava ter encontrado a causa raiz no motor. Spoiler: não tinha. E Russell, mais uma vez, ficou a ver navios — e F2s passarem.