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F1

Russell: 'É a batalha psicologicamente mais difícil' e admite que software causou problemas

Britânico admite que disputa contra Antonelli é a mais dura psicologicamente, mas garante que bug já foi resolvido. Só falta resolver a diferença de 50 pontos.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

George Russell chegou à Hungria com um sorriso amarelo e 50 pontos de desvantagem para o companheiro Kimi Antonelli. Depois de um fim de semana na Bélgica que mais parecia um episódio de ‘Black Mirror’ — colisão na primeira volta, bateria fantasma e um software bugado —, o britânico classificou a atual temporada como ‘a batalha psicologicamente mais difícil’ que já enfrentou.

‘O que não te mata te deixa mais forte’, filosofou Russell no media day, tentando convencer a si mesmo. ‘Três dias depois de Spa, estou positivo e animado para o fim de semana.’ A empolgação é compreensível: quando você perde potência na reta porque o carro esqueceu de entregar energia, a única direção possível é para cima.

O problema, segundo Toto Wolff, afetou todas as unidades de potência da Mercedes — mas Antonelli, esperto, aliviou o pé e reduziu marcha em Eau Rouge, minimizando o estrago. Russell, azarado, ficou a ver navios… e a ver Hamilton passar. ‘É como procurar uma agulha no palheiro’, disse Russell sobre o bug de software. ‘Agora que sabemos onde olhar, talvez encontremos. Não foram duas semanas fáceis.’

Com a desvantagem de 50 pontos, Russell precisa mais do que um software atualizado: precisa de um reset mental. ‘Olho para as oportunidades futuras, não para as decepções passadas’, garantiu. Se o conselho de terapia funcionar tão bem quanto a correção do software, ainda dá tempo. Mas o relógio — e a diferença para Antonelli — não param de correr.

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