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Relatório de Meia-Temporada da F1 2026: Recordes de Público, Flerte Apple-Netflix e uma Parada Ecológica

Com arquibancadas lotadas, números de TV em alta e uma pegada de carbono emagrecendo, os novos regulamentos estão valendo a pena — e os fãs estão adorando cada segundo.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

A pausa de verão chegou e, enquanto os mecânicos trocam as ferramentas por charutinhos, a F1 solta os números da temporada 2026. E, meus amigos, são números de fazer qualquer CEO do Liberty Media chorar de alegria (ou de alívio). Quase 3,7 milhões de pessoas passaram pelos portões até agora — um aumento de 6% comparado ao mesmo período de 2025. Cinco recordes de público foram quebrados, incluindo Silverstone com 564 mil almas e a Bélgica com 400 mil (sim, até debaixo de chuva). Parece que as novas regras não só deixaram os carros mais rápidos, mas também fizeram as bilheterias baterem na trave.

Na TV, o Brasil virou uma novela mexicana da F1: a Globo e o SportTV3 registraram 18 milhões de telespectadores no GP da Grã-Bretanha — maior audiência para o evento em oito anos e a maior de um único mercado no mundo desde 2020. Itália e China também surfam na onda, com aumentos de 27% e 100% respectivamente. E não para por aí: a parceria com a Apple já rendeu o primeiro simulcast com a Netflix no Canadá. Sim, a Maçã e a Série Vermelha dividiram o telão. Quem diria que o casamento do ano seria entre Tim Cook e o Drive to Survive? Atraiu público mais jovem, mais diverso, e provou que a F1 pode, sim, ser pop sem perder a essência.

Nas redes sociais, o circo pegou fogo: +125 milhões de seguidores (+19%), 70 milhões de visualizações só com aquela parada LEGO no Silverstone, e o F1 Sim Racing Championship viu a audiência ao vivo crescer 72%. Enquanto isso, o ESG mostra que a F1 não é só barulho e gasolina: redução de 35% nas emissões (incluindo SAFc) em relação a 2018, com destaque para fábricas mais verdes e uma logística que até o Greta Thunberg aprovaria. Quer dizer, ainda tem muito chão pela frente, mas pelo menos o caminho não é todo feito de pneus queimados.

Para fechar, o calendário já ganhou reforços: Istambul até 2031, Las Vegas até 2037 (porque ninguém cansa de ver dinheiro queimando na pista), Barcelona e Spa em esquema de revezamento, e Portimão de volta em 2027. Ou seja, a F1 está voando — e não só por causa dos DRS. Resta saber se a segunda metade da temporada manterá o ritmo. Mas, com esses números, dá para apostar que sim.

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