Red Bull admite priorizar 2027 e desacelera investimentos em 2026, diz chefe
Após primeiro semestre com pódios ocasionais, equipe foca no próximo ano; Verstappen tem altos e baixos.

Depois de um começo de ano para esquecer – com batidas, abandonos e declarações do tipo ‘esse carro é impossível de guiar’ – a Red Bull enfim parece ter encontrado um caminho. Mas não o caminho das vitórias. O time de Max Verstappen fechou o primeiro semestre da F1 2026 com pódios ocasionais (incluindo um segundo lugar na Hungria), mas o chefe Laurent Mekies já avisou que o foco pode se deslocar para 2027. ‘Em algum momento precisaremos decidir entre este ano e o próximo’, disse o chefe da equipe.
A recuperação veio com suor e peças novas. Foram cinco corridas até o primeiro pódio, no Canadá, onde a equipe estreou atualizações na asa dianteira, cobertura do motor e duto de saída. Antes disso, Verstappen só havia conseguido um quinto lugar em Miami, enquanto colecionava falhas: carro quebrado na classificação da Austrália (embora tenha se recuperado para sexto), abandono na China por motor furado e um rol de sustos com a asa traseira giratória que estreou em Mônaco. O dispositivo virou uma roleta-russa: o holandês bateu na classificação da Áustria e na corrida da Grã-Bretanha, escapou por pouco de um acidente na Hungria, mas ao menos conseguiu o segundo lugar.
Enquanto isso, Isack Hadjar também viveu altos e baixos. Depois de abandonar na Austrália e chamar o RB21 de ‘impossível’ no Japão, o francês virou presença constante no top 6 a partir do Canadá. Hoje, Verstappen é sexto no campeonato com 109 pontos, Hadjar oitavo com 68, e a Red Bull ocupa o quarto lugar entre os construtores – 43 pontos atrás da McLaren, que venceu na Hungria com Lando Norris. ‘Provavelmente é difícil imaginar que vamos continuar nesse ritmo’, disse Mekies, sugerindo que os próximos ‘três décimos’ que faltam podem exigir uma decisão sobre onde concentrar esforços.