Rafael Câmara: o brasileiro que pode assumir o carro da Haas (e a Ferrari já fez as contas)
Com Ocon na corda bamba e a parceria técnica como trunfo, pernambucano de 21 anos é o favorito para vaga em 2027. Mas tem campeão sem vitórias e um japonês com duas alianças no meio do caminho.

Foto: 1 de 4 Rafael Câmara é cotado à vaga na Haas em 2027 — Foto: Dom Gibbons - Formula 1/Formula 1 via Getty Images / Foto original da matéria-fonte
Rafael Câmara está cada vez mais perto de realizar o sonho de ser titular na Fórmula 1. O brasileiro de 21 anos, membro da Academia Ferrari, é o principal nome cotado para ocupar a vaga de Esteban Ocon na Haas em 2027 — e não é por acaso: o francês vem sendo superado pelo jovem Oliver Bearman e deve ser dispensado ao fim da temporada. A decisão sai em setembro, mas a imprensa já aposta alto no pernambucano.
A Ferrari, que fornece motor e uma série de componentes para a Haas, tem interesse direto na promoção de Câmara. É o mesmo modelo usado com Bearman: o piloto ganha experiência num carro que é quase uma Ferrari de hospedaria. E o brasileiro tem correspondido: na F2, ele impressiona com poles e uma capacidade de contornar problemas — como o toque no guard rail em Mônaco que virou pole position. Coisa de quem tem talento natural de sobra.
Mas a concorrência não dá mole. Leonardo Fornaroli, campeão da F2 em 2025 e atualmente reserva da McLaren, também quer a vaga. Só que o italiano não é exatamente um velocista nato: foi campeão da F3 em 2023 sem vencer uma corrida. É tipo ganhar a medalha de ouro sem nunca ter subido ao pódio. E tem ainda Yuki Tsunoda, que aposta no patrocínio da Toyota para entrar na Haas, mas a montadora japonesa ainda não deu o sinal verde — e o ex-piloto da Red Bull passou a vida ligado à rival Honda.
Enquanto os rivais fazem articulações, Câmara foca no que sabe fazer de melhor: andar rápido. Na F2, ele é o terceiro colocado, a 36 pontos do búlgaro Nikola Tsolov, mas ainda restam seis etapas e 12 corridas. A Ferrari, que não quer distrações, planeja dar a ele treinos livres na F1 apenas quando a F2 não estiver em ação. Se continuar nesse ritmo, 2027 pode marcar o retorno de um brasileiro ao grid — e, finalmente, a torcida terá um motivo a mais para acordar cedo.