Rafael Câmara: o brasileiro que faz a Ferrari sonhar (e os jornalistas suarem)
Com quatro poles na F2 e um título de F3 no bolso, Câmara é o nome do momento para 2027 – e não são só os fãs que estão de olho.

Foto: 1 de 5 Rafael Câmara conversou com o ge no GP de São Paulo de F1 2025 — Foto: Marcos Ribolli / Foto original da matéria-fonte
Rafael Câmara virou atração principal nas coletivas da F2 – e não por acaso. Depois de vencer em Spa, o brasileiro enfrentou seis perguntas sobre uma possível vaga na F1 em 2027. Enquanto isso, na Europa, julho e agosto esquentam não só pelo verão, mas pelo mercado de pilotos. O nome de Câmara, junto com o búlgaro Nikola Tsolov, já é associado a vagas na Haas e na Racing Bulls. Mas, como diria Max Verstappen – que queimou etapas e admite ter errado muito –, a pressa nem sempre é amiga da perfeição.
A velocidade de Câmara é o que mais impressiona: quatro poles na F2, algo que as equipes valorizam mais do que títulos. A comparação com Kimi Antonelli (que saltou a F3 e teve uma F2 medíocre) só reforça o potencial do brasileiro. Ambos duelaram nas categorias de base e foram parar em academias de peso: Câmara na Ferrari, Antonelli na Mercedes. Mas enquanto o italiano patina na F1, Câmara vai consolidando seu nome com títulos – foi campeão da FRECA em 2024 e da F3 em 2025, logo no ano de estreia, algo que o também cotado Leonardo Fornaroli não conseguiu.
A Ferrari não está de brincadeira. O investimento no piloto desde 2021 incluiu um teste de F1 em Budapeste (com um carro de 2025, o TPC), além de sessões em Barcelona e mais dois testes programados (um com a Ferrari, outro com a Haas). Os tempos? Não divulgados, mas a pista sabe que o ritmo é forte. A escuderia de Maranello não cria pilotos para emprestar: quer um líder, como fez com Felipe Massa e Charles Leclerc. Câmara é o nome da vez.
Claro que a vaga na Haas não está garantida. A concorrência com Fornaroli, Ryo Hirakawa e o futuro incerto de Ollie Bearman pesam. Mas a parceria técnica entre Ferrari e Haas, somada à velocidade pura de Câmara, é um trunfo e tanto. Enquanto isso, o jeito é acelerar – e nisso o brasileiro já mostrou que sabe fazer bonito. 2027 pode ser o ano do Brasil de volta ao grid, e não é só a torcida que está de olho.