Problemas na Superfície do Hungaroring Exigem Reparos Noturnos Antes do GP da Hungria
FIA e organizadores lidam com ondulações e asfalto deteriorado nas Curvas 1 e 14 após reclamações dos treinos de sexta-feira.

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte
O Turn 1 do Hungaroring passou por uma repavimentação parcial durante a madrugada deste sábado, após reclamações dos pilotos no primeiro dia de treinos para o GP da Hungria de Fórmula 1. O asfalto apresentava ondulações e pontos de desgaste que comprometiam a aderência e a dirigibilidade, especialmente na transição entre o trecho recém-recuperado e o antigo.
Segundo informações, parte do circuito havia sido recapeada nos últimos dois anos, mas o verão quente e seco provocou recalques no subsolo, exacerbando as irregularidades. A FIA, liderada pelo diretor de prova Rui Marques, realizou uma inspeção noturna e determinou a compressão mecânica dos pontos mais críticos – tanto na linha de corrida quanto na área interna usada para ultrapassagens.
George Russell (Mercedes) classificou o serviço como ‘muito mal feito’, destacando que o asfalto está ‘se abrindo’ na última curva, forçando os pilotos a evitarem o apex. Oscar Piastri (McLaren) descreveu a superfície como ‘bizarra’, com remendos que oferecem aderência inconsistente. O engenheiro-chefe da Pirelli, Simone Berra, alertou que o piso áspero pode acelerar a degradação dos pneus e o superaquecimento, especialmente em condições de pelotão durante a corrida.
A situação reacende memórias do GP de Mônaco, onde o asfalto se deteriorou a ponto de exigir bandeira vermelha para reparos emergenciais. A FIA monitora de perto a evolução da pista, mas a previsão de temperaturas mais altas no fim de semana aumenta o risco de novos desprendimentos de revestimento.