Pirelli leva os pneus mais molengas para a Hungria: é hora de suar no kartódromo de asfalto
Para a última corrida antes das férias, a Pirelli aposta nos compostos C3, C4 e C5 no apertado Hungaroring — e promete estratégia de parada única virando um dilema digno de novela.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
A temporada 2026 da F1 chega à sua 11ª etapa com um presente de grego (ou melhor, de italiano) para os pilotos: Pirelli confirmou que vai levar os compostos mais macios do catálogo para o Hungaroring. Sim, C3, C4 e C5 — porque nada como um pouco de ‘gelatina’ de borracha para aquecer o último fim de semana antes das férias de verão.
A distribuição é a de costume: dois jogos de duro (marcados de branco, porque ninguém os quer usar), três de médio (amarelo, o meio-termo) e oito de macio (vermelho, para quem gosta de emoção). Quem chegar ao Q3 ganha um jogo extra de macios, e, claro, os intermediários e chuva ficam de sobreaviso caso o céu resolva desandar. Mas, no seco, a regra é clara: usar dois compostos diferentes, porque a vida já é muito fácil assim.
O circuito de 4,381 km, com suas 14 curvas e apenas uma reta decente, é comparado a um kartódromo pelos próprios engenheiros da Pirelli. E eles não estão errados: a pista é curta, sinuosa e exige mais gingado que um sambista. ‘As configurações de carro lembram Mônaco’, diz o preview da Pirelli. Ou seja, preparem os volantes para suar, porque a aderência é baixa, a temperatura do asfalto é das mais altas do ano, e a degradação térmica vai fazer os pneus traseiros chorarem. Literalmente — pode aparecer graining nos compostos mais macios.
A boa notícia é que a degradação deve tornar a estratégia de uma parada tão viável quanto a de duas, o que promete deixar os engenheiros de cabelo branco (ou carecas) calculando até o último segundo. Com calorão, a tendência é que as equipes prefiram os pneus mais duros, mas sabemos que a Hungria adora pregar peças. Para completar, depois da corrida a Pirelli fica por lá com Aston Martin, Audi e Alpine para testar pneus de 2027 — sim, o mundo não para, nem mesmo no calor de Budapeste.