Piastri vê ‘muita coisa em jogo’ na Hungria, mesmo após dia ‘desafiador’ e sem upgrades
Apesar de perder o FP1 e enfrentar pista escorregadia, australiano mantém otimismo: ‘Se fizermos um bom dia, parece que há muita coisa em jogo.’

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Oscar Piastri terminou o primeiro dia do GP da Hungria com um misto de frustração e esperança. O australiano perdeu o treino livre 1 para ceder o carro ao reserva Leonardo Fornaroli e, ao saltar no FP2, encontrou uma pista recapeada e empoeirada que transformou o Hungaroring em uma pista de dança — com direito a rodadas, travamentos e até um susto de Franco Colapinto. Resultado: oitavo tempo, sem o pacote completo de atualizações da McLaren, que ficou apenas no carro de Lando Norris.
‘Muito, muito desafiador, com certeza’, resumiu Piastri, com a paciência de quem acabou de correr em um aspirador de pó gigante. ‘As condições da pista estão complicadas, está muito ventoso. Perder uma sessão de treinos tornou tudo bem mais difícil.’ Norris, que teve a vida um pouco mais fácil com o pacote novo, foi o terceiro mais rápido, atrás das Ferraris de Lewis Hamilton e Charles Leclerc. ‘No carro do Lando, as atualizações funcionaram como esperado, o que é bom. Não mudaram o carro completamente — óbvio que não esperávamos isso, mas teria sido legal’, brincou o australiano.
Randy Singh, diretor sênior de corridas da McLaren, confirmou que Piastri terá o novo assoalho no sábado. ‘Todas as atualizações entregaram o que esperávamos, que é o mais positivo que podemos dizer. A diferença para os mais rápidos nas últimas corridas cresceu um pouco, então sabíamos que não fecharíamos essa lacuna de uma vez, mas esperamos ter dado um bom passo’, afirmou. Piastri, por sua vez, mantém o otimismo: ‘As Ferraris pareceram muito rápidas, o Lando foi competitivo, a Mercedes está difícil de ler. Se fizermos um bom dia, parece que há muita coisa em jogo.’
Com a pista tendendo a melhorar e o australiano finalmente com o carro completo, a McLaren pode estar pronta para bagunçar o grid — ou pelo menos dar um trabalhinho extra na Ferrari. Afinal, como diria um engenheiro: se o assoalho novo não resolver, sempre dá para culpar o vento.