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F1

Paul Aron: o ‘rookie’ que já rodou mais que muito titular e ainda espera uma chance

Com 10.000 km de testes e passes por seis carros diferentes, o reserva da Alpine se tornou o piloto não-titular mais experiente do grid – mas ainda quer mostrar serviço no domingo.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

Paul Aron é aquele tipo de ‘rookie’ que já tem quilometragem de sobra para dar aulas sobre como não virar novato. No GP da Hungria, ele vai para mais uma sessão de FP1, desta vez a bordo da Alpine-Mercedes atual. O feito? Ser o primeiro piloto em 2025 a experimentar dois carros e motores de 2026 totalmente diferentes (o Audi em Barcelona e no Red Bull Ring) — e agora também pilota a Alpine-Mercedes atual. Para quem não vive em pistas de F1 todo fim de semana, a versatilidade impressiona.

Desde o teste de rookies pós-Abu Dhabi em 2024, Aron acumulou cerca de 10.000 km de testes, pilotando carros de 2023, 2024 e 2025 da Alpine, um Sauber-Ferrari de 2025 e até um protótipo de 2026 da Audi. ‘Acho que posso dizer, sem medo, que sou o piloto não-titular mais experiente do grid’, disse ele ao The Race. ‘Nunca ouvi falar de um reserva que dirigiu dois carros diferentes em dois anos e em duas equipes. Com tanto teste, não me sinto mais um rookie.’

Mas Aron não quer ser apenas o ‘rei dos testes’. Enquanto ex-rivais como Kimi Antonelli, Franco Colapinto e Oliver Bearman já garantiam assentos para 2025, ele segue na geladeira. ‘Cresci amando correr, não para ficar atrás de uma tela vendo os outros pilotarem. Estou preparado, só preciso de uma chance de verdade’, dispara. Sua atuação mais chamativa foi em Barcelona, onde terminou em sexto no FP1 para a Audi, com direito a elogios do chefão Mattia Binotto: ‘Ele foi rápido desde a primeira volta, mostrou que é um grande piloto.’

O problema, como ele mesmo admite, é que FP1s são julgados ‘de forma muito bruta’ – ninguém olha detalhes como modo de motor ou nível de combustível, só o tempo na volta. Na Áustria, por exemplo, a estratégia de deployment e bandeiras vermelhas atrapalharam. Ainda assim, Aron continua sendo a aposta interna da Alpine, superando talentos como Colapinto, Jack Doohan e Ugo Ugochukwu nos testes privados. Quem sabe, um dia, a quilometragem vire vaga de verdade – sem precisar largar a cerveja no meio da premiação da F2.

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