Norris vence na Hungria, mas a Ferrari? Bem, pelo menos o Stroll apareceu
Lando Norris finalmente vence em 2026, Verstappen faz milagre com carro degolado, e Antonelli leva podium sem pisar no freio – mas a coitada da Ferrari fica na mesmice.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Lando Norris e a McLaren finalmente quebraram o jejum na Hungria, mostrando que o upgrade no MCL40 não era só enfeite. O britânico cravou a pole e, apesar de um passeio pela grama na largada – cortesia de Oscar Piastri, que passou feito um foguete –, recuperou a liderança e venceu com autoridade. O único arrependimento? Talvez não ter levado um troféu de melhor ultrapassagem, porque ele mesmo não fez nenhuma. Mas, hey, vitória é vitória.
Enquanto isso, Max Verstappen deve ter rezado para todos os deuses do automobilismo depois de largar em sexto com um carro que, nas palavras do próprio, estava ‘degradando’ durante o Q3. No domingo, o holandês fez o que sabe: virou o carro num trator, apostou em estratégias ‘picantes’ (leia-se: ousadas) e deu um chega-pra-lá em Lewis Hamilton para garantir um segundo lugar que vale mais que muito primeiro por aí. Se a Red Bull continuar nessa vibe, ele vai precisar de um manual de meditação.
Falando em superação, Kimi Antonelli pegou uma punição de três lugares no grid por ignorar bandeiras amarelas no Q3 – afinal, que é a Mercedes sem uma multa criativa? – e ainda assim subiu ao pódio. O jovem italiano mostrou maturidade ao administrar os danos, mas a punição no Q3 deve ter feito Toto Wolff morder o cachecol. Já Liam Lawson e Nico Hulkenberg foram os heróis do meio do pelotão: o neozelandês se recuperou de um Q3 perdido com uma estratégia de dois pits, enquanto o alemão finalmente teve um fim de semana sem tragédia grega e pontuou para a Audi. Quem diria, hein?
Na tristeza do fim de semana, Oscar Piastri largou superbem, liderou, e então… tcharam! Tocou rodas com Carlos Sainz ao tentar ultrapassá-lo e ainda quebrou a caixa de câmbio. Um final digno de novela mexicana. Lewis Hamilton, por sua vez, ficou a 0.012s da pole, mas depois levou duas punições (por atrapalhar Piastri e por excesso de velocidade no pit lane) e terminou onde começou. Pelo menos o inglês não precisou pagar o almoço da FIA. Destaque também para Arvid Lindblad, que aos 18 anos continua pontuando como se estivesse jogando no fácil, e para Isack Hadjar, que segurou George Russell e foi o ‘melhor do resto’. Já a Aston Martin trouxe upgrades e Fernando Alonso sentiu ‘a adrenalina que estava perdida’ – basicamente, ele ficou feliz por não ser mais o último.
Se você é ferrarista, talvez pule este parágrafo: Charles Leclerc começou bem na sexta, mas no domingo sumiu e acabou em quarto. George Russell, coitado, engasgou na largada com o anti-stall e teve que fazer um rally de P21 a P7 – emocionante, mas frustrante. No fim, a pergunta que fica: será que a Ferrari vai trazer algo além de promessas para o resto da temporada? Ou vamos ter que esperar o próximo GP para repetir o mantra ‘next year is our year’?