Mercedes revela o ‘susto elétrico’ no carro de Russell: ‘Acelerou sozinho, ele só seguiu o baile’
George Russell foi de P6 a lanterninha em segundos no Hungaroring, mas a Mercedes garante: o piloto não teve culpa – o carro resolveu cantar de galo sozinho.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Quem viu George Russell despencar de sexto para 21º na largada do GP da Hungria provavelmente pensou: ‘lá vem o coitado pagar o pato de novo’. Mas a Mercedes veio a público explicar que, desta vez, a culpa não foi do piloto – o carro resolveu ter vontade própria.
Segundo o vice-chefe da equipe, Bradley Lord, o bólido de Russell entrou em um ‘efeito sanfona’ involuntário: enquanto esperava o semáforo apagar, os giros do motor subiram descontrolados até bater no limitador. Quando as luzes se apagaram, Russell só teve tempo de aliviar o pé, mas já era tarde – o anti-stall entrou em cena e pronto: lá se foi a corrida.
‘Ele fez uma largada com aceleração muito menor do que o necessário, sem culpa alguma. Aí o anti-stall agiu e ele caiu para o fim do pelotão’, explicou Lord, em tom de quem tenta apagar um incêndio com um conta-gotas. Pelo menos, Russell mostrou fôlego de gato e conseguiu escalar de volta até o sétimo lugar, a poucos segundos do piloto da Red Bull, Isack Hadjar. Sem o VSC que veio um giro depois de seu pit stop, quem sabe até top-5 não era possível.
Com o resultado, Russell segue em terceiro no Mundial, com 160 pontos – nove atrás de Lewis Hamilton e 59 do líder Kimi Antonelli. Pelo menos o britânico pode curtir as férias de verão sabendo que, desta vez, o erro foi da máquina, não do homem.