Mercedes perde ‘caça-talentos’ para a Red Bull — e o paddock já sente o cheiro de gasolina queimada
Gwen Lagrue, o arquiteto oculto dos jovens pilotos da Mercedes, troca as estrelas pelos touros. E a F1 perde mais um capítulo de sua novela mexicana de bastidores.
Você pode não saber quem é Gwen Lagrue, mas ele é o tipo de figura que, nos corredores do paddock, faz engenheiros suarem frio e chefes de equipe sorrirem de orelha a orelha. Desde 2016, Lagrue comandava o programa de jovens pilotos da Mercedes — aquele mesmo que gerou nomes como George Russell e, vá lá, também produziu alguns que preferimos esquecer. Agora, segundo fontes do meio, ele vai se juntar à Red Bull, em um cargo similar. Ou seja: a equipe que já domina as pistas vai agora tentar dominar também a arte de roubar os jovens talentos da concorrência. Quem diria que a guerra de bastidores poderia ser tão emocionante quanto uma ultrapassagem na curva 1?
A mudança de Lagrue é mais um capítulo da novela ‘quem leva o melhor staff’ que agita a F1 fora dos holofotes. Enquanto os pilotos brigam por milésimos, os executivos brigam por cabeças pensantes. E a Mercedes, que já viu sua hegemonia ser abalada dentro das pistas, agora perde uma peça-chave fora delas. Mas calma, fãs da estrela de prata: nem tudo está perdido. Afinal, a equipe de Brackley ainda tem Toto Wolff, que deve estar atualizando o currículo de Lagrue no LinkedIn enquanto lê esta notícia.
O que isso significa na prática? Para a Red Bull, é a chance de reforçar um programa de jovens pilotos que já é um dos mais agressivos do grid — e que, convenhamos, não precisa de muita ajuda para achar o próximo Max Verstappen. Para a Mercedes, é um lembrete de que, na F1, ninguém é insubstituível — a não ser, talvez, o chefão da cantina que faz o melhor café do paddock. E para nós, meros mortais que amam o circo da F1, é mais um motivo para acompanhar não só as corridas, mas também as entrelinhas desse jogo de xadrez que nunca termina.