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F1

Mercedes encontra erro de código após problemas em Spa e promete correção para Russell na Hungria

Após George Russell sofrer com falta de velocidade em Spa, equipe apertou os parafusos no software — e descobriu que o problema estava nos bits, não nos pilotos.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

A Mercedes chegou à Hungria com um patch de software — e uma boa desculpa para o fim de semana de George Russell em Spa. O problema? Um erro no código que fazia com que o carro de Russell gastasse a bateria como se não houvesse amanhã, deixando-o com a velocidade de um Fusca na reta final. A equipe descobriu que a ‘inteligência’ artificial do motor estava sendo um pouco burra: front-loading a energia para a curva Les Combes, deixando Russell a ver navios (e carros passarem) no setor final.

Na classificação, a diferença para Kimi Antonelli era de vários décimos por volta. E na corrida, o drama foi ainda maior: na primeira volta, ao sair de Raidillon, Russell ficou sem potência e foi engolido pelo pelotão — o que culminou no toque com Lewis Hamilton e na aposentadoria precoce. ‘Inaceitável’, cuspiu Russell no rádio, enquanto tirava o cinto. Toto Wolff, com a calma de quem já viu de tudo, explicou que o software tinha um ‘bug’ que respondia por metade do déficit — a outra metade, claro, foi culpa do estilo de pilotagem.

A cereja do bolo veio na análise da largada: um erro de software fez com que ambos os pilotos colhessem menos energia na La Source, e a tentativa de compensar o turbo lag sugou ainda mais bateria. O resultado? Nem Russell nem Antonelli tinham os kW extras esperados na Kemmel Straight. Mas aí entra a sorte (ou a arte): Antonelli, ao tirar o pé em Eau Rouge por causa de Max Verstappen, caiu num modo de motor diferente e conseguiu mais velocidade, suficiente para passar o holandês e liderar. Russell, que passou reto, ficou preso a 308 km/h — um verdadeiro ‘limitador de velocidade’ involuntário.

Para a Hungria, a Mercedes já aplicou as correções no código — e a pista, por ser mais ‘rica’ energeticamente, deve ajudar a escovar o problema para debaixo do tapete. A pergunta que fica: será que o software agora vai tratar Russell com a mesma justiça que trata Antonelli? Ou vamos ter mais um capítulo de ‘Russell vs. Algoritmo’? Fique ligado, que o próximo episódio é no Hungaroring.

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