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F1

McLaren finalmente descobre o que os motores Mercedes podem fazer (e só levou 10 etapas)

Andrea Stella admite que time cliente estava no escuro com as ferramentas de simulação — e agora que chegou a luz, Lando Norris já está voando em Spa

Por Bruno Bandeira

Se você já sentiu que estava usando um computador com Windows 95 enquanto todo mundo já estava no Windows 11, bem-vindo ao mundo da McLaren até a Bélgica. Em Spa, Andrea Stella revelou que o time finalmente conseguiu acesso às ferramentas de simulação da unidade de potência que a Mercedes já usava — e olha que já estamos na décima etapa do campeonato.

A diferença entre Lando Norris e Oscar Piastri na classificação? Não era talento, não era configuração: era ‘um pequeno desvio na operação da unidade de potência’, como explicou Stella, com a fineza de quem aponta o dedo para o vizinho sem querer briga. O mais curioso é que o mesmo padrão apareceu entre Antonelli e Russell do lado de lá, provando que até os times de fábrica têm seus percalços. Só que, no caso da McLaren, eles estavam dirigindo com uma venda nos olhos.

Stella minimizou o atraso — ’nunca foi uma controvérsia, foi questão de cronograma’ — mas deixou escapar que o time já está colhendo frutos. Norris ficou perto do topo da tabela de tempos em todos os treinos e classificação, mesmo com um erro na última volta. Pena que, como um verdadeiro herói trágico, ele larga em 13º por causa da penalidade no motor. Mas, no estilo ‘copo meio cheio’, Stella garante que o upgrade vale a pena para as corridas futuras. E, pelo visto, a partir de agora a McLaren não vai mais precisar de óculos escuros para enxergar o que o motor Mercedes pode fazer.

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