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F1

McLaren culpa ‘algoritmo do cafezinho’ pela diferença entre Piastri e Norris; piloto pode dormir tranquilo

Briga interna na McLaren? Só se for entre Oscar Piastri e a Unidade de Potência, que insiste em ‘derreter’ na reta de Spa.

Por Bruno Bandeira

Enquanto o resto do mundo pensava que Oscar Piastri estava perdendo dois décimos para Lando Norris na classificação de Spa porque o australiano resolveu piscar no momento errado, a McLaren vem a público com um diagnóstico bem menos dramático (e bem mais cômico): o problema não é o piloto, é o algoritmo. Isto mesmo, a Unidade de Potência da equipe parece ter opiniões políticas diferentes a depender de qual lado do carro está instalada.

Segundo a McLaren, praticamente todo o déficit de Piastri veio na longa reta entre Stavelot e a Bus Stop Chicane, exatamente na fase de derating — quando o sistema elétrico diz ‘não, chega, vou dar uma segurada aqui para a bateria não chorar’. Enquanto Norris conseguia extrair mais alguma velocidade com a ‘fase de sorte’ do software, Piastri parecia estar freando com a imaginação. A equipe garante: a culpa é dos algoritmos da Unidade de Potência, não do australiano, que pode, portanto, dormir tranquilo sabendo que seu talento não está em xeque — ao menos não neste fim de semana.

A diferença, que pareceria um abismo em qualquer outra pista, aqui se resume a uma questão de ‘calibração de ansiedade’ do motor. Resta saber se a McLaren já tentou reiniciar o sistema ou, como fazem os bons técnicos de TI do planeta, desligar e ligar de novo. Se não resolver, ao menos o problema criou uma bela história para o australiano explicar por que o vizinho de box é mais rápido na reta: ‘Foi o algoritmo, meu chapa. Juro.’

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