McLaren corrige rumo do carro de 2026 com atualização que deu vitória a Norris na Hungria
Andrea Stella diz que pacote corrige o curso do projeto de 2026; Gary Anderson detalha as mudanças e alerta: cada pista trará desafios diferentes

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte
A McLaren corrigiu o rumo do carro de 2026. A atualização que ajudou Lando Norris a vencer o GP da Hungria não foi fruto do acaso – foi resultado da necessidade de se recuperar do atraso causado pelo esforço para vencer os dois títulos em 2025, o que também permitiu à equipe estudar o que os adversários estavam fazendo. Gary Anderson, engenheiro e colunista do The Race, já lembrava, citando Norris: cada tipo de pista vai exigir compromissos diferentes.
Vamos aos detalhes técnicos. A asa dianteira, que estreou em Mônaco (não é nova na Hungria), mudou a distribuição de carga de forma mais uniforme. Isso permitiu ajustes nos bargeboards e no assoalho, que ganhou uma nova borda dianteira desde Silverstone. O time também mexeu nas aletas dos dutos de freio traseiros, que ajudam a extrair ar quente e geram downforce diretamente na roda – o que, segundo Anderson, melhora a estabilidade traseira.
A cereja do bolo foi a redução da saída de arrefecimento na tampa do motor, graças ao fluxo de ar mais limpo da asa dianteira. Menos arrasto, mais eficiência. Anderson brinca que deveria ter escrito esta análise antes da corrida para sair como profeta, mas preferiu elogiar os ‘heróis sem capa’ da fábrica. Norris, coitado, ganhou só uma menção honrosa: ‘o piloto só precisa usar o carro ao máximo. Simples!’, ironiza o engenheiro.
McLaren promete mais peças em Zandvoort, o que deve manter a equipe na briga. Mas, como lembrou Norris, o que funcionou num circuito apertado como Hungaroring pode não se repetir em pistas de alta velocidade. Por enquanto, a equipe de Woking pode comemorar – com a ressalva de que 2026 ainda é uma aposta em andamento.