McLaren admite: poderíamos ter sido mais ousados (mas não fomos)
Andrea Stella reconhece que a estratégia conservadora custou a Lando Norris um resultado melhor em Spa, mas, como sempre, o 'se' não cola.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Se arrependimento matasse, a McLaren estaria em estado terminal após o GP da Bélgica. Lando Norris largou em 13º por causa de uma punição no motor, mas rapidamente mostrou que o carro tinha asas — literalmente. Em poucas voltas, o britânico já estava à frente, liderando a corrida com a maciez de uma manteiga derretida. Mas aí veio a hora de parar, e a McLaren resolveu fazer a egípcia.
Enquanto a concorrência aproveitou um Safety Car virtual para trocar pneus, a equipe de Woking manteve Norris na pista, numa espécie de teimosia nostálgica dos tempos em que pneus duravam uma eternidade. Resultado: depois de um pit stop tardio, Norris caiu para sétimo, atrás da Red Bull de Isack Hadjar, e não teve mais tempo para reagir. ‘Com a visão perfeita do passado, deveríamos ter arriscado’, admitiu o chefe Andrea Stella, com aquele tom de quem já sabe que vai ouvir essa frase nos próximos 50 jantares de confraternização.
Para completar a novela, Oscar Piastri também teve seu dia de cão. O australiano se envolveu numa disputa com Charles Leclerc e saiu com um furo no assoalho — ou melhor, um rasgo que custou entre 0,2 e 0,3 segundos por volta. Stella, sempre didático, explicou que o dano fez o carro ‘comer’ os pneus mais rápido, transformando uma possível briga por pontos em apenas um passeio de domingo. Mas, segundo ele, Piastri aprendeu bastante. É o que chamam de ‘aprender na marra’.
No fim, a McLaren sai de Spa com a sensação de que poderia ter feito mais — e com a certeza de que o próximo fim de semana é uma nova oportunidade para errar de novo. Pelo menos o carro mostrou velocidade. Se o time aprender a tomar decisões sem precisar do replay, quem sabe não sobra um pódio no caminho.