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Lendas da F1 abrem o jogo: Antonelli é um 'despertador' para Russell e Hamilton renasce na Ferrari

Em meio ao intervalo da temporada, campeões e vencedores analisam a briga interna na Mercedes e a volta por cima de Lewis Hamilton.

Por Bruno Bandeira

A pausa da F1 chegou, e com ela as opiniões (sempre afiadas) das lendas. Depois de 11 corridas eletrizantes, pilotos e equipes aproveitam o intervalo antes do fim de semana duplo de Bélgica e Hungria. E, claro, os campeões e vencedores de outras eras foram convocados para destrinchar os grandes temas da temporada. Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Gerhard Berger, Juan Pablo Montoya, Thierry Boutsen e Stefan Johansson – cada um com seu estilo – deram seus palpites sobre a briga interna da Mercedes e a renascença de Lewis Hamilton na Ferrari.

Se alguém achava que George Russell teria vida fácil na Mercedes, Kimi Antonelli veio para avisar que não. O jovem de 19 anos, que já foi observado por Emerson Fittipaldi desde os tempos de kart, virou o pesadelo do britânico. Fittipaldi, que conhece a família Antonelli – o pai Marco até treinou seu filho Emmo na F4 –, não economiza elogios: ‘Ele está colocando uma pressão tremenda no George, e isso é ótimo para o esporte.’ Gerhard Berger compara a situação ao duelo do ano passado entre Piastri e Norris, lembrando que Norris virou o jogo e foi campeão. ‘O jogo está aberto até o fim’, sentencia o austríaco.

Damon Hill, que viveu drama semelhante com Jacques Villeneuve na Williams, dá a dica a Russell: ‘Eu bati o Jacques, então o George tem que descobrir um jeito de fazer o mesmo.’ Juan Pablo Montoya, sempre cirúrgico, aponta o problema: ‘O Kimi é rápido e simpático. É muito mais fácil criar raiva de um chato. O George precisa encontrar um jeito de igualar o ritmo, e aí sim o Kimi pode se complicar.’ Boutsen, por sua vez, adota a paciência: ‘O Russell vai voltar por cima, e o Antonelli também terá seus dias difíceis. Isso é normal na F1.’

E falando em ressurreição, Lewis Hamilton finalmente mostrou ao mundo por que é hexacampeão. A vitória em Barcelona foi, nas palavras de Stefan Johansson, ‘uma vitória clássica do Hamilton – ele planejou, executou perfeitamente e transformou uma chance de 2% em vitória. Isso é a marca de um campeão.’ Gerhard Berger, fã confesso da Ferrari, comemora: ‘Ver a Ferrari vencer é sempre especial, e fico feliz pelo Lewis, que finalmente encontrou o caminho das vitórias depois de um início difícil.’ O ‘Jeito Ferrari’ parece ter enfim se alinhado com o ‘Jeito Hamilton’, e isso promete fortes emoções no restante do campeonato.

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