Imola na geladeira? F1 já pensa em GP italiano como final de 2026 se Oriente Médio esfriar de vez
Com tensão entre EUA e Irã ameaçando Qatar e Abu Dhabi, a F1 coloca Imola no banco de reservas para a última corrida do ano — e o termômetro promete ser o maior adversário.

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte
Se você achava que a briga pelo título de 2026 seria emocionante, prepare-se para a disputa pelo calendário. Enquanto a F1 tenta salvar as corridas no Oriente Médio do fogo cruzado geopolítico, Imola surge como candidata a sediar o GP final da temporada — em pleno dezembro, com temperaturas que fazem os pneus chorar.
A escalada das tensões entre EUA e Irã já enterrou de vez qualquer esperança de Bahrein voltar ao calendário, e agora Qatar e Abu Dhabi também balançam. A solução? Um tapa-buraco em dezembro, depois de Las Vegas. E aí entram os problemas: Portimão, favorito inicial, pode estar com obras programadas para 2027/2028 e não quer atrasar a reforma. Quem diria que o maior inimigo de um GP seria uma reforma no banheiro dos boxes?
É aí que Imola aparece, como aquele amigo que topa qualquer parada, mesmo que seja num dezembro onde a média é de 7°C. Temperatura dos pneus? Mais fácil acender uma fogueira. Mas a F1 tem um trunfo: Kimi Antonelli está a um passo do título e Ferrari briga pelo de construtores. Nada mais justo que encerrar o ano na terra natal do chefão Stefano Domenicali — que deve estar pedindo aos céus (e aos termômetros) que o plano dê certo.
A decisão sobre Bahrein e as corridas do WEC no Oriente Médio deve sair neste fim de semana pelo Conselho Mundial da FIA. Se o sinal vermelho acender, preparem os casacos: o circo pode ir parar em Imola, onde o único calor será o dos motores (e, quem sabe, da torcida italiana).