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F1

Hungria: Russell respira, Leclerc confessa e Cadillac treme

Problemas de deploy resolvidos, toque polêmico admitido e medo de Aston Martin marcam o dia de mídia antes das férias.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

O dia de mídia do GP da Hungria trouxe alívio para uns, confissões para outros e aquele friozinho na barriga para a Cadillac. Enquanto a pista do Hungaroring espera o fim de semana, os pilotos soltaram o verbo – e não faltaram histórias.

George Russell finalmente pode respirar. O britânico da Mercedes confirmou que os problemas de deploy que o atormentaram em Silverstone e Spa foram resolvidos. ‘Eram só números mal calibrados na tela’, explicou, mas o estrago foi grande: ele passou sessões inteiras tentando mudar seu estilo de pilotagem para compensar algo que nem era culpa dele. Agora, é foco em dirigir rápido – e não em virar engenheiro de software.

Charles Leclerc deu o braço a torcer. Depois do toque com Oscar Piastri na Bélgica, que ficou impune, o monegasco concordou com o australiano: ‘Foi um pouco além do limite’. Leclerc admitiu que tentou deixar o menor espaço possível, mas reconheceu que a jogada foi ‘sketchy’ – ou, no bom português, meio ‘malandra’. Pelo menos a sinceridade veio antes das férias.

Valtteri Bottas está com o coração na mão. A Cadillac abriu uma vantagem confortável sobre a Aston Martin, mas o finlandês admite: ‘Fico com medo de eles darem um pulo grande e a gente voltar ao fim do grid’. Enquanto isso, a equipe traz um pacote de freios reforçado para Hungria – sem ele, Bottas acha que nem terminaria a corrida. Sergio Perez, por outro lado, acha que a Cadillac desenvolveu pouco; Bottas discorda. Cada um com sua visão.

Gabriel Bortoleto sai em defesa dos motores ‘inteligentes’. Enquanto vários pilotos detonam o uso de inteligência artificial no gerenciamento dos motores 2026, o brasileiro da Audi faz questão de lembrar: ‘Estamos na F1 para desenvolver tecnologia do futuro’. Para ele, reclamar que o software faz o trabalho é incoerente – antes reclamavam que os pilotos tinham coisas demais para fazer. Bortoleto está feliz, e ponto.

Racing Bulls: paz e amor (com toques de porrada). Apesar das batalhas recentes em Spa, Arvid Lindblad e Liam Lawson se dão bem. O jovem Lindblad até rasgou elogios à equipe por deixá-los correr ‘duro mas limpo’. E, claro, sobrou para a Netflix: ‘Eles pioram as coisas’, disse o piloto, provando que nem tudo é o que parece no circo da F1.

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