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F1

Hungaroring: Ferrari faz o 'muda tudo' errado, Russell continua amaldiçoado e Aston Martin mete medo

Fim de semana de altos e baixos na Hungria: Ferrari desperdiça chance de 1-2, Russell sofre com má sorte, Verstappen briga com carro 'quebrado' e Aston Martin surge como ameaça no meio do pelotão.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

Se a Fórmula 1 fosse um reality show, o GP da Hungria seria aquele episódio em que todo mundo tropeça na própria gravata. Ferrari, Red Bull e Mercedes – todos os grandes nomes tiveram seus momentos de aflição no último fim de semana antes das férias de verão. E, no meio da bagunça, a Aston Martin resolveu mostrar que não veio para brincar.

A Ferrari chegou ao Hungaroring com a faca e o queijo na mão. Depois de dominar a sexta-feira, potencial para um 1-2, o time de Fred Vasseur conseguiu transformar ouro em pó: plano de classificação alternativo furado, erro de comunicação que rendeu penalidade a Hamilton, largadas sofríveis, perda de posição, pits lentos e um excesso de velocidade no pit lane. Resultado? Nada de pódio. Como disse Vasseur, dava para ter vencido, mas a equipe fez questão de colecionar erros.

Já George Russell deve estar se perguntando o que fez de errado em uma vida passada. Desta vez, um problema no controle de giro na largada jogou por terra sua corrida. Pelo menos, há um alívio: as atualizações de software da Mercedes parecem ter resolvido o enigma da falta de energia nas retas. Mas, como ele mesmo disse, ’nunca tive uma temporada assim em toda a minha carreira’. Quando algo pode dar errado, dá – e com gosto.

Na Red Bull, Max Verstappen teve um dia daqueles. O carro, segundo ele, estava ‘completamente quebrado aerodinamicamente’ antes do seu giro no Q3. A causa? Danos nos componentes aero por causa do abuso de zebras, algo comum em Hungaroring. O RB22 é tão sensível que qualquer arranhão no fluxo de ar desanda o equilíbrio. A solução? Reforçar as peças (mas adicionar peso) ou alargar a janela de operação aerodinâmica. Fácil, não? Pois é.

Enquanto isso, a Aston Martin chegou com seu pacote B-spec e deixou a concorrência de cabelo em pé. Alex Albon, da Williams, já jogou a toalha: ‘A Aston será a mais rápida pelo resto do ano’. Nas curvas, o carro verde voa; nas retas, ainda pena. Mas a promessa de uma atualização de motor da Honda depois das férias anima Fernando Alonso, que brincou: ‘Pressão? Só meio que brincando, mas é sério’. O meio do pelotão que se cuide – a Aston Martin está com fome.

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