Hulkenberg volta ao Q3, mas vê abismo: ‘Gap maior que o esperado’
Alemão da Audi consegue vaga no Q3 em Hungaroring, mas admite preocupação com distância para rivais diretos.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Nico Hulkenberg finalmente teve uma sessão de classificação ‘trouble-free’ – o que para os padrões da Audi em 2025 já é uma vitória moral. O alemão garantiu o 10º lugar no grid do GP da Hungria, voltando ao Q3 pela primeira vez em algumas corridas. Mas antes que a equipe abrisse o champanhe, Hulk já estava com a calculadora na mão: o gap para o 9º colocado, Arvid Lindblad (Racing Bulls), foi de 0.4s, e para o 8º, Isack Hadjar (Red Bull), 0.83s.
‘Acho que tiramos o máximo do que tínhamos’, disse Hulkenberg, com aquela cara de quem comeu sopa de pedra. ‘Mas o buraco é maior do que pensávamos. De P9 para P8 então, parece um oceano.’ A diferença não chega a ser um abismo cósmico, mas para um piloto que ainda não pontuou em 2025, qualquer décimo a mais já tira o sono.
A Audi, vale lembrar, tem apenas 10 pontos no campeonato de construtores – um número que faz qualquer fã lembrar com saudade dos tempos em que a equipe era ‘apenas’ a Sauber. No entanto, o GP da Bélgica deu um fio de esperança: Gabriel Bortoleto terminou como ‘melhor do resto’ em 8º. Hulk acredita que o ritmo de corrida pode colocar a equipe de volta nessa briga. ‘Nos treinos longos, devemos ser competitivos’, disse, com um otimismo que só quem não tem nada a perder consegue ter.
O detalhe é que ultrapassar em Hungaroring é quase tão difícil quanto convencer um inglês de que chá gelado é melhor que chá quente. Mas, se a Audi conseguir manter o pneu na janela certa e evitar aqueles erros estratégicos que viraram marca registrada, quem sabe o alemão não sai de lá com os primeiros pontos. Ou, no mínimo, com a certeza de que o Q3 não foi um acaso. Afinal, como ele mesmo disse: ‘É o máximo que podíamos fazer.’ E, dadas as circunstâncias, é mesmo.